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IFRO participa de encontro sobre competências digitais e proteção on-line de crianças e adolescentes

Publicado: Segunda, 26 de Outubro de 2026, 10h29 | Última atualização em Terça, 18 de Agosto de 2026, 19h05 | Acessos: 16024

Iniciativa que já formou mais de 600 pessoas no Campus Ji-Paraná foi selecionada para evento da Anatel, em Belém

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A formação em Computação, Tecnologias e Robótica Educacional ofertada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) foi selecionada para o encontro regional “Conectando Saberes: escuta, diagnóstico e promoção de competências digitais para crianças e adolescentes”. O evento foi realizado no dia 13 de agosto, na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Belém-PA. A coordenadora-geral do Programa Asas para o Futuro, Márcia Cristina Tesser e a coordenadora do curso, Ilma Rodrigues de Souza Fausto, representaram o IFRO no encontro.

A ação integra a segunda etapa do Mapeamento Nacional de Iniciativas em Competências Digitais e Proteção On-line para Crianças e Adolescentes, promovido pela Anatel em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Além de dar continuidade à coleta de dados do mapeamento nacional, o evento promoveu a escuta dos responsáveis pelas iniciativas selecionadas e o intercâmbio de experiências. A partir dessas discussões foi feito o diagnóstico das ações desenvolvidas no país e a construção colaborativa de recomendações para políticas públicas e estratégias nacionais relacionadas às competências digitais e à proteção on-line de crianças e adolescentes. 

Reconhecimento

Para Ilma Fausto, a participação no encontro representou uma oportunidade de compartilhar experiências sobre o projeto desenvolvido no IFRO, dialogar com outras iniciativas e contribuir para a construção de recomendações relacionadas às competências digitais e à proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line. 

A coordenadora também destacou o reconhecimento recebido pelo projeto ao ser selecionado para o encontro regional. Além disso, ela considera que a participação no evento reforça o compromisso do IFRO com a inclusão digital.

"A seleção da iniciativa confirma a relevância de uma proposta educacional que não se limita ao ensino instrumental das tecnologias. O trabalho promove acolhimento, pertencimento, criatividade, autonomia, autoria tecnológica e valorização das identidades culturais. A experiência também demonstrou que a inclusão digital deve estar associada à formação crítica, à segurança, à ética, à acessibilidade e ao reconhecimento das diferentes realidades sociais e culturais. Participar desse espaço fortaleceu o compromisso do IFRO com a formação de pessoas capazes de compreender, criar e utilizar tecnologias para transformar suas escolas, seus territórios e suas comunidades."

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Já a professora Marcia Tesser ressalta que "compartilhar essas experiências exitosas com outros atores que atuam na garantia dos direitos da criança e do adolescente, especialmente voltadas à proteção on-line e desenvolvimento de competências digitais demonstra o compromisso social do IFRO ao promover uma educação transformadora, crítica e reflexiva para que crianças e adolescentes possam utilizar o ambiente digital de forma segura."

Impacto e Representatividade

O curso de Computação, tecnologias e robótica educacional para a educação básica tem foco na inclusão digital, formação de educadores, valorização das culturas indígenas e protagonismo feminino. A formação é ofertada pelo IFRO no Campus Ji-Paraná.

Já foram oferecidas três turmas, de março a junho de 2026, alcançando aproximadamente 640 pessoas. Nas duas primeiras ofertas cerca de 600 pessoas participaram, incluindo 197 educadores indígenas de diferentes povos e contextos culturais e linguísticos. A terceira oferta está em andamento, com a participação de 40 alunas do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres. 

O curso utiliza metodologias ativas, ambiente virtual inclusivo, cultura maker, pensamento computacional, programação, robótica educacional e a abordagem STEAM, que une Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes, Matemática e Humanidades. A proposta é conduzir os estudantes do acolhimento e letramento digital à autonomia e autoria tecnológica, destacando-se pela mediação humanizada, acessibilidade, contextualização cultural e valorização dos saberes tradicionais.

A iniciativa apresentada em Belém é derivada da tese de doutorado "Etnoinformática, Robótica e Tecnologias Educacionais: aprendizagem significativa e inclusiva de educadores indígenas", desenvolvida pela professora Ilma Rodrigues no Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Inclusão da Universidade Federal Fluminense (PGCTIN/UFF), sob orientação das professoras Fabiana Rodrigues Leta e Ruth Maria Mariani Braz.

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