Equipe do IFRO Campus Calama disputa etapa nacional de Robótica Artística
Estudantes conquistaram o primeiro lugar na fase estadual da OBR e representarão Rondônia na competição nacional, em novembro, na Paraíba

Estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, conquistaram o primeiro lugar na modalidade Robótica Artística – Nível 2 da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR 2026), realizada em agosto, no Porto Velho Shopping. Com a classificação, as estudantes dos 2º e 3º anos do ensino médio integrado ao Técnico em Informática representarão Rondônia na etapa nacional da competição, que será realizada de 23 a 27 de novembro, em João Pessoa (PB).
A proposta da Robótica Artística permite que os estudantes utilizem conhecimentos tecnológicos de forma integrada à criatividade e à expressão artística. No projeto da equipe Lovelace, programação, construção e movimentação dos robôs foram combinadas com elementos de teatro, dança, música e audiovisual.
Orientada pela Professora Camila Serrão, a equipe apresentou um espetáculo inspirado no filme A Noiva Cadáver, de Tim Burton, combinando teatro, dança, tecnologia e robótica. A apresentação foi desenvolvida com três robôs: dois maiores, com aproximadamente um metro de altura, representando os personagens Emily e Victor, e um robô menor, seguidor de linha, que simbolizou uma aranha. Os robôs maiores realizaram movimentos de cabeça e braços e se deslocaram para frente e para trás, enquanto o robô menor seguia a linha demarcada.
Durante a apresentação, cenas do filme foram exibidas em um telão enquanto os robôs acompanhavam a narrativa ao som de uma trilha sonora.
A equipe Lovelace tem como integrantes as alunas Suzana Lourenço Alcântara, Raiany Alexandra Félix do Nascimento, Anna Lilian de Lucena Santos e Maria Eduarda Valadares Betucci. O grupo se envolveu na construção, programação e apresentação dos robôs artísticos.
O desempenho chamou a atenção tanto dos participantes da OBR quanto do público que acompanhou a competição. “A receptividade foi muito boa. Fomos muito aplaudidas pelo tamanho e pelo desempenho dos robôs. As pessoas ficavam curiosas para ver a apresentação”, relatou Maria Eduarda.
Primeiro contato com a robótica
Para as estudantes, a participação na OBR também representou uma experiência inédita. O contato com a robótica aconteceu apenas neste ano, quando começaram a desenvolver o projeto para a competição.
Maria Eduarda conta que, antes da apresentação, sentiu-se nervosa diante do número de equipes e da responsabilidade de suceder as apresentações realizadas anteriormente pela equipe Lovelace. Ao mesmo tempo, o grupo tinha como objetivo manter o desempenho das equipes que já haviam representado o Campus Calama e buscar a classificação para a etapa nacional. A conquista do primeiro lugar veio entre as oito equipes participantes da modalidade Robótica Artística, garantindo à Lovelace uma vaga na OBR nacional.
“Desde que cheguei ao IFRO e conheci o grupo de pesquisa GP Mecatrônica, surgiu em mim a vontade de fazer parte e entrar na área da robótica. No final do primeiro ano, tive a oportunidade de iniciar um projeto, contando com o apoio do grupo, da Professora Camila e das meninas que me convidaram para participar. Lá, aprendi muito mais do que apenas robótica. Aprendi sobre parceria, colaboração e sobre a importância da comunidade que existe dentro do GP Mecatrônica. A participação também abriu muitas portas para mim e trouxe novas oportunidades para a minha vida”, declarou a estudante.
Para Anna Lilian de Lucena Santos, “foi uma experiência surreal e enriquecedora. Mesmo sem experiência anterior em robótica, aprendi muito, superei desafios com a equipe e conseguimos conquistar o primeiro lugar. Agora, estamos muito animadas para a etapa nacional, orgulhosas de tudo o que já conquistamos e motivadas a apresentar novamente nosso trabalho”.
A Professora Camila Serrão destacou a integração entre alunas de turmas diferentes. "Estou muito orgulhosa do trabalho da equipe. É um resultado que veio com o esforço de meses das alunas. Fico especialmente feliz pelo ciclo de colaboração que criamos entre alunos de anos diferentes, em que todos se ajudam para alcançar o objetivo estabelecido”.
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