Reitores dos Institutos Federais conhecem Campus Porto Velho Calama do IFRO
Visita durante a 158ª Reunião do Conif destacou experiências de ensino, pesquisa, extensão e formação profissional desenvolvidas na unidade

Reitores dos Institutos Federais de todo o Brasil, reunidos em Porto Velho para a 158ª Reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), visitaram, na tarde de quinta-feira, 6 de agosto, as instalações do Campus Porto Velho Calama do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
Os dirigentes foram recebidos com uma apresentação de danças folclóricas do grupo Sereias do Calama. A programação também incluiu apresentações de projetos, experiências pedagógicas e iniciativas desenvolvidas por estudantes e servidores.
Formação integrada
Durante a recepção, o Reitor do IFRO, Moisés José Rosa Souza, apresentou aos dirigentes a estrutura da instituição em Rondônia e destacou a importância do Campus Calama, localizado na capital. Com perfil voltado à área industrial, a unidade é a maior entre os onze campi do IFRO e concentra o maior número de estudantes da instituição.
O Diretor-Geral do Campus Calama, Willians de Paula Pereira, acompanhado da equipe gestora, apresentou aos reitores aspectos relacionados às avaliações dos cursos técnicos e às mudanças implementadas na formação integrada e integral desenvolvida pelo campus desde 2023. Segundo o diretor, foram realizadas alterações nos Planos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) e adaptações nas matrizes curriculares, buscando integrar as diferentes áreas do conhecimento técnico aos componentes da formação propedêutica. A proposta tem como objetivo aproximar os conhecimentos técnicos e acadêmicos, proporcionando aos estudantes uma formação mais ampla e articulada com diferentes áreas do conhecimento.


Pesquisa e práticas integradoras
Durante a visita, os dirigentes assistiram a dois vídeos produzidos pelo campus. O primeiro apresentou a estrutura física da unidade e o segundo reuniu experiências desenvolvidas pelos estudantes durante o Seminário das Práticas Integradoras. Os trabalhos apresentados pelos alunos abordam questões práticas relacionadas à realidade social e ambiental, como clima, moradia para populações vulneráveis e alternativas para a melhoria da qualidade de vida da população.
O Diretor-Geral do campus também destacou que a permanência dos estudantes na unidade em período de contraturno é favorecida pela oferta de alimentação escolar. Com isso, os alunos podem participar de projetos de ensino, pesquisa e extensão, atividades esportivas e outras ações desenvolvidas pela instituição. “Isso tem impactado positivamente nos resultados que vimos alcançando”, destacou o diretor.
Inclusão e atendimento especializado
Durante a visita, os dirigentes do Conif conheceram a Sala de Recursos Multifuncionais, ligada ao Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne). O espaço foi apresentado pelo acadêmico Carlos Eduardo Martins Maciel, deficiente visual que cursou ensino médio e agora estuda na graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente, o Napne atende cerca de 140 estudantes no Campus Calama, oferecendo acompanhamento e recursos voltados à inclusão e à permanência dos alunos no ambiente escolar.
A diretora de Ensino, Sheylla Chediak, também participou da recepção e apresentou aos dirigentes algumas experiências exitosas desenvolvidas no campus. Entre elas, uma publicação sobre a experiência de professores em visita à Finlândia, relacionada às ações de intercâmbio e internacionalização da Rede Federal.


Formação profissional na prática
Outro destaque da visita foi a participação de estudantes que atuam como aprendizes em diferentes setores do campus. De acordo com Willians de Paula, atualmente mais de cem alunos desenvolvem atividades nessa modalidade. Os contratos são estabelecidos por meio de convênios com empresas que possuem a obrigatoriedade legal de contratação de aprendizes. Os estudantes recebem remuneração e desenvolvem atividades relacionadas às áreas em que atuam, conciliando a experiência profissional com a formação acadêmica.
Um exemplo é a estudante Maysa Nunes Souza, que atua na Coordenação de Comunicação e Eventos do Campus Calama e falou aos reitores sobre a experiência, destacando a importância da formação técnica e da vivência prática proporcionada pelo IFRO. Para ela, a atuação na área de comunicação ampliou sua visão de mundo e mostrou que o aprendizado pode ultrapassar os limites da sala de aula. A estudante também ressaltou a importância da integração entre pesquisa, projetos, formação profissional e convivência no ambiente de trabalho para sua trajetória acadêmica e pessoal. Ela agradeceu aos servidores e gestores que contribuem para a criação de oportunidades. O depoimento emocionou e foi muito aplaudido pelos presentes.
Projeto Morar+Rural
Outro projeto apresentado aos reitores foi o Morar+Rural, desenvolvido pelo IFRO em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O projeto prevê a construção de 365 residências rurais, com três opções de projetos arquitetônicos que podem ser escolhidos pelas famílias beneficiárias. A iniciativa é coordenada pela arquiteta e professora do Campus Calama Daniela Pires e está em execução desde 2024.
Segundo Daniela, a iniciativa começou com o levantamento das famílias interessadas em assentamentos rurais e avançou para a elaboração dos projetos arquitetônicos. Por meio de um escritório implantado para atender à iniciativa, os beneficiários recebem acompanhamento desde as etapas iniciais até a conclusão da construção das residências. Os recursos previstos são de aproximadamente R$ 70 mil por residência. As famílias constroem as moradias seguindo os padrões dos projetos disponibilizados e realizam uma pequena contrapartida. O projeto também conta com a participação de estudantes estagiários e aprendizes do IFRO, possibilitando a integração entre formação acadêmica e atuação prática.
Visita aos laboratórios
Ao final da programação, os reitores conheceram os laboratórios de Mecatrônica, Química e Agrometeorologia do campus, espaços utilizados para atividades de ensino, pesquisa e formação técnica. A visita foi encerrada com um coffee break com iguarias regionais.
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