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Estudantes do Técnico em Eletrotécnica do IFRO Calama são premiados em Feira Brasileira de Jovens Cientistas

Publicado: Quinta, 30 de Junho de 2022, 16h05 | Última atualização em Quinta, 30 de Junho de 2022, 16h21 | Acessos: 41526

Os alunos Amanda Guilherme e Carlos Henrique posam junto ao professor José Diogo Luna em frente ao painel de Michael Faraday

Com a produção de um kit didático motor-tacogerador para controle de velocidade, três alunos do Curso Técnico em Eletrotécnica Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, foram premiados na Feira Brasileira de Jovens Cientistas.  Guilherme Mantaia Moreira, Amanda Maria Monteiro Cerezine de Souza e Carlos Henrique Azevedo Guimarães são do segundo ano de Eletrotécnica.

O evento ocorreu entre os dias 23 e 26 de junho. A FBJC é um evento que atrai alunos do ensino médio envolvidos em pesquisa e inovação, de todos os cantos do país e das mais diversas áreas da ciência. De acordo com o orientador do projeto, José Diogo Forte de Oliveira Luna, “a feira é uma excelente oportunidade para que nossos estudantes trabalhem não apenas as competências técnicas, mas também suas competências pessoais”.

O professor explica ainda: “o trabalho selecionado é um módulo didático de baixo custo que estou empregando em sala de aula com os alunos da graduação, para ensinar Teoria de Controle de forma portátil e direta”. Segundo José Diogo, no ano passado o aluno Sérgio Paulo, hoje no 3º ano de Eletrotécnica vespertino, foi premiado na categoria “Jovem Cientista” e este é o segundo ano consecutivo que a Eletrotécnica do IFRO tem um trabalho selecionado como finalista. “Isso reflete o talento e a dedicação dos nossos alunos, bem como o empenho dos professores da instituição”, completa, informando que “os alunos Carlos, Amanda e Guilherme defenderam o projeto na seção oral virtual, e obtiveram o terceiro lugar na área das Engenharias”.

O projeto foi aprovado em edital interno do Campus Calama, que tem como objetivo promover o desenvolvimento de metodologias e processos inovadores para contribuir com a melhoria do ensino-aprendizagem e transferência de tecnologias para a sociedade, além de fortalecer os grupos de pesquisa do campus, com vistas a contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural no estado de Rondônia e do Brasil. Também propicia aos estudantes o desenvolvimento social, o espírito crítico, a aceitação da diversidade e a formação para uma atuação profissional pautada na cidadania e na função social da educação, fortalecendo a cultura da educação para a convivência e a quebra de barreiras educacionais e de comunicação.

“Trabalhar neste projeto me trouxe mais facilidade e experiência de trabalho em grupo, além de me dar a oportunidade de ampliar meus conhecimentos”, declara Guilherme Mantaia Moreira, um dos premiados do grupo. Carlos Henrique Azevedo Guimarães diz que participar do projeto é algo incrível para ele, “abriu outras oportunidades e me ensinou bastantes coisas. Estou muito agradecido pelas pessoas que nos apoiaram e que nos deram essas oportunidades”. Para a aluna Amanda Maria Monteiro Cerezine de Souza, “participar desse projeto me ajudou a desenvolver novos conhecimentos e uma nova visão sobre eletrotécnica. Uma ótima experiência, cheia de novos aprendizados”, afirmou.

O projeto

 O controle de velocidade de motores de corrente contínua (CC) é um dos problemas mais típicos do controle automático. O objetivo é simples, porém elegante: deseja-se que o motor mantenha uma velocidade desejada, rastreando esse valor e rejeitando perturbações de carga. Isto é feito através de um sistema de controle em malha fechada. Para transportar esta realidade para a sala de aula, o projeto desenvolveu um protótipo de um kit motor-tacogerador de baixo custo para ensino de controle automático.

O protótipo foi construído com circuitos eletrônicos, peças impressas em 3D e cortadas a laser. As placas eletrônicas foram projetadas em software dedicado, termotransferidas para placas cobreadas de fenolite e corroídas em percloreto de ferro, com os componentes eletrônicos sendo soldados posteriormente. Os desenhos e modelos 3D foram produzidos em software e processados, no caso das peças de plástico, na impressora 3D e, na peça de acrílico, na corte a laser.

Com as partes construídas, os módulos foram montados tendo um custo de produção aproximado de 56 reais por unidade, inferior ao valor de módulos comerciais. O protótipo produzido é funcional e os kits atendem a sua finalidade pedagógica, sendo compatível com a plataforma microcontrolada Arduino e utilizável em sala de aula para o ensino de controle automático com os acadêmicos da graduação de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal de Rondônia. Os esquemáticos, desenhos e modelos 3D serão divulgados em plataforma on-line de forma open-source para permitir a reprodução por outras instituições, na ideia de ciência aberta.

Veja mais em: https://fbjc.com.br/mostraDetalhes.php?projeto=1217

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