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Projeto do Campus Porto Velho Calama dissemina Língua Brasileira de Sinais

Publicado: Quinta, 28 de Novembro de 2019, 08h17 | Última atualização em Quinta, 28 de Novembro de 2019, 08h17 | Acessos: 477

Projeto Calama Libras 4O IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia), Campus Porto Velho Calama, está com projeto na área de Libras (Língua Brasileira de Sinais). O “Libras na Mídia” é um projeto de ensino para os alunos que visa suprir as demandas por cursos de Libras na instituição. Busca ainda promover a Língua Brasileira de Sinais e a capacitar estudantes do IFRO e a comunidade em geral a conhecer a Libras.

Segundo a integrante do NAPNE (Núcleo de Atendimento as Pessoas com Necessidades Específicas) do Campus Porto Velho Calama, Intérprete de Libras do campus, Nathali Fernanda Machado Silva, a ação proporciona o protagonismo e permite espaços inclusivos para a aluna Letícia Sophia do primeiro ano do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, entre outras vantagens que o projeto pode oferecer.

“Tudo isso através das redes sociais, que é o meio de comunicação em que os jovens têm mais interesse. Os próprios alunos voluntários desse projeto produziram o material multimídia para divulgação e aprendizado da Libras, nas principais redes sociais”, diz Nathali, que ajuda no desenvolvimento do projeto.

Ao participarem do projeto, os estudantes estão conhecendo mais sobre a Libras, assim como sobre a cultura surda, permitindo o entendimento básico para uma comunicação em diversos contextos sociais, principalmente no ambiente escolar. Os demais alunos do campus e a comunidade externa poderão se inscrever nos canais de comunicação do IFRO e acompanhar todo material produzido.

“Esse é um projeto que proporciona o acesso às melhorias nas condições de inserção social, econômica, política e cultural dos jovens e adultos da região e atende às necessidades de qualificação existente no município de Porto Velho. Então, se você quiser aprender Libras, siga nossa página no Instagram: @Librif_ro. Esse é o resultado do nosso trabalho com a Libras no Campus Porto Velho Calama, com vídeos semanais e stories interativos diários”, afirma Nathali.

O Libras na Mídia traz a publicação dos conteúdos aprendidos nas aulas e os torna mais acessível aos demais públicos. “O IFRO conseguiu no final do ano a contratação de um intérprete temporário para auxiliar a intérprete efetiva do campus, no revezamento, auxílio nas disciplinas e para suprir os atendimentos que estavam pendentes à aluna. Assim, medidas para uma instituição mais inclusiva são tomadas a cada dia”.

Legislação

A Língua Brasileira de Sinais é uma forma de inclusão que possibilita a interação entre surdos e ouvintes e o entendimento da cultura surda, além de ser o segundo idioma oficial do Brasil. Conforme a Lei 10.436/2002, a Libras é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão, bem como outros recursos de expressão a ela associados. É um direito do surdo de ser atendido em seu idioma em qualquer instituição pública. “E como não há o número suficiente de profissionais qualificados para atender essa demanda, a busca por quem sabe a Língua é grande”, acrescenta Nathali.

A lei ainda garante que o poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos devem apoiar o uso e a difusão da Libras como meio de comunicação objetiva. Atualmente, o Campus Porto Velho Calama possui turma no curso intermediário de Língua Brasileira de Sinais, objetivando transformar positivamente a realidade local. Ofertado na modalidade FIC (Formação Inicial e Continuada) ou de qualificação profissional, a capacitação possibilita a inclusão social por meio da profissionalização.

O IFRO ainda realiza atividades de qualidade de vida ou inclusão social por meio do esporte, comunicação e cultura, que são estratégicas na melhoria da saúde e da qualidade de vida e combate a todas as formas de preconceito.  “Sobre esses aspectos, o Libras na Mídia almeja possibilitar o acesso a melhorias nas condições de inserção social, econômica, política e cultural dos jovens e adultos da região e atender a necessidade de qualificação existente no município de Porto Velho. Acreditamos que uma educação contextualizada e emancipatória contribuem para o desenvolvimento local e regional de modo sustentável”, finaliza a intérprete.

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