Campus Calama discute Planejamento Anual de Trabalho com setores vinculados ao ensino
A Direção de Ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, realizou diversas ações que culminaram em uma reunião na última semana com os diversos setores ligados ao ensino para discutir o planejamento anual das ações a serem realizadas neste ano de 2025. O processo foi realizado em etapas, com encontros organizados por equipes, entre líderes e com a participação de todos os setores envolvidos, abrangendo a criação de instrumentos e estratégias de colaboração e integração.
De acordo com a Diretora de Ensino, Sheylla Chediak, desde o ano passado a metodologia de planejamento passou a ser conduzida de forma mais sistemática e integrada, com avanços implementados para este ano. Segundo os gestores dos setores, essa abordagem auxilia na definição das atividades de cada área e otimiza as ações conjuntas.
A Professora Sheylla destaca a importância de se adotar ações estratégicas organizadas intencionalmente para construir e consolidar uma cultura de planejamento, em contraste com a abordagem reativa frequentemente associada à gestão escolar. Além disso, a docente ressalta que a integração e a colaboração são fundamentais para um planejamento eficaz. “A integração entre os setores é essencial para alinhar ações, otimizar recursos e fortalecer a colaboração, garantindo que nossas estratégias atendam de forma eficiente às necessidades do campus. Desenvolver e consolidar continuamente essa cultura de planejamento, integração e colaboração permite uma gestão mais assertiva, alinhada à missão e aos objetivos estratégicos da instituição”, afirma.
O Diretor-Geral Substituto do Campus Calama, Willians de Paula Pereira, também enfatizou a relevância da iniciativa. “As ações são importantes para fazermos um planejamento da gestão e de todos os setores que estão envolvidos. Um dos balizadores para sabermos se está tudo bem é realmente esse planejamento em conjunto, pois ficamos sabendo o que os colegas estão pensando e também o que os setores estão pensando. É importante essa reunião para que possamos pensar em conjunto e chegar num mesmo local”, define.
Além disso, destacou a importância do monitoramento. “Não tem monitoramento sem planejar. Muito importante para o ensino, que é o nosso carro-chefe, pensar nessas estratégias para que a gente possa ter um norte e as coordenações consigam enxergar o seu papel dentro da instituição e ser partícipe desse processo de planejamento e monitoramento. O planejamento é essencial para a continuidade do trabalho”, observa Willians Pereira.
Ao discorrer sobre a importância do planejamento para as ações do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne), a coordenadora do setor, Lívia Catarina Cardoso, disse que a ação facilita muito para o setor e para a equipe. A Coordenadora do Napne ainda reforçou os benefícios da ação para sua equipe. “Nós fizemos juntos a proposta das ações das frentes de trabalho. Então, tem contribuído muito porque já temos, pelos próximos meses, o que vai ser feito no Napne e também o que cada um vai poder contribuir. Também nos sentimos mais pertencente à instituição e a integração com os outros setores porque tanto fazemos o nosso planejamento quanto também ouvimos o planejamento dos demais setores. Então, integra mais a equipe. Acho que esse é o ganho principal. Quando planejamos em equipe, surgem mais ideias, as atividades ficam mais ricas e conseguimos contemplar um trabalho melhor de maneira geral”, observa.
Atualmente, o Napne atende 110 alunos e tem como meta para 2025 o aprimoramento do Atendimento Educacional Especializado (AEE), iniciado no ano anterior. “Ele vai atender muitos alunos, inclusive, porque nós não tínhamos esse trabalho antes. São feitos relatórios pedagógicos e o acompanhamento dos alunos ao longo do ano. Hoje estamos com três profissionais de apoio ao AEE. Então, nesse ano vamos aperfeiçoar esse atendimento iniciado no ano passado”, destaca Lívia.
A Coordenadora da Biblioteca do Campus Calama, Miriã Saldanha Veiga, observa a importância do planejamento para a Biblioteca junto com as demais áreas. Segundo ela, “o planejamento é essencial para a continuidade do trabalho, porque você passa a ter uma visão total do que vai fazer, do que já está fazendo e principalmente do que já foi realizado. Então, se houver uma troca de chefia, o profissional, ele vai ter uma visão geral do que foi feito, do que precisa ser feito e principalmente quais são os seus objetivos, as urgências. E isso é muito importante”.
Miriã também destacou a importância da integração entre setores. “Eventos que antes disputavam por espaços no campus, hoje podemos fazer integrado. Mas quem que dá essa visão? O planejamento. E também acarreta que não tem sobrecarga de trabalho para os colegas, porque vê quais são os períodos que podemos oferecer suporte, no caso da biblioteca aqui do Calama. Damos suporte na emissão dos nada-consta dos alunos para os formandos. Então, essa é uma prioridade nossa que vira uma prioridade do Departamento de Assistência Estudantil (Depae). Isso só acontece porque tem um planejamento, tem uma troca de experiências, de documentos, em reuniões também. Então, o planejamento é essencial para fazermos o nosso trabalho e principalmente para pensar no futuro. Porque se o ano que vem nós vamos abrir um curso, então um ano antes já começamos a nos organizar. Qual sala vai ficar, sobre os materiais e tantas outras providências”, complementa.
Para o Assessor do Departamento de Apoio ao Ensino (Dape), Domingos Perpétuo, “planejar é um ato inerente ao ser humano. Mesmo que sem percebermos planejamos informalmente, assim como também planejamos formalmente, mas sempre visando a atingir um objetivo. A elaboração do Plano Anual de Trabalho do Campus Porto Velho Calama (o PAT), está alicerçada na construção coletiva. Essa rica experiência tem promovido a integração entre as equipes de ensino. Durante a apresentação dos planos setoriais observamos que os participantes se sentiram imersos no processo de elaboração do planejamento, conseguindo situar-se ali dentro de cada ação setorial do planejamento. Então, desta forma todos contribuíram mutuamente no planejamento dos setores. Isso traz maior segurança e menos possibilidade de erros no planejamento. Considero que foi uma experiência linda, e está sendo, porque ela está sendo consolidada e exitosa. Foi fruto de um trabalho que foi iniciado em 2024 e compreendo que essa forma de planejar na estratégia de construção coletiva faz com que as pessoas se sintam corresponsáveis por aquele planejamento, para que seja executado e atinja o objetivo”, afirmou Domingos.
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