12º Arraiá do IFRO Campus Cacoal promove a valorização da cultura surda
Evento voltado à inclusão reuniu estudantes, servidores, familiares e integrantes da comunidade surda

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Cacoal, realizou, no dia 15 de agosto, o 12º Arraiá do campus. Com programação voltada à inclusão e à valorização da cultura surda, o evento reuniu estudantes, servidores, familiares e integrantes da comunidade surda.
A principal atração da noite foi uma apresentação com o tema “Construindo Pontes” que contou a história de uma menina surda e de um rapaz ouvinte que se apaixonam e precisam superar barreiras de comunicação para ficarem juntos. Na narrativa, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é apresentada como caminho para o encontro, o respeito e a valorização da identidade surda. A história culminou com a tradicional quadrilha, celebrando a união. A apresentação reuniu teatro, música sinalizada em Libras e recursos audiovisuais.
A programação do evento também contou com o desfile da Rainha do Milho e do Rei do Sabugo, com performances dos estudantes e participação de alguns deles utilizando Libras, além de uma apresentação de dança coordenada pelo professor de Inglês Elton Eiji Sasaki.


Inclusão e protagonismo
O evento integra o projeto de extensão “12º Arraiá do IFRO – Campus Cacoal”, coordenado pela servidora Inayara Bortoleto. A organização e a condução da quadrilha ficaram a cargo da Professora Talita Freitas, que também atuou como narradora na peça. O material audiovisual foi produzido pela Professora de Libras Náthali Machado e pela estudante surda Beatriz Meneguelli. A personagem da noiva foi interpretada pela estudante surda Suellen Vitória. O evento contou com o apoio do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne) do Campus Cacoal.
Segundo a Professora Náthali Machado, a participação da comunidade surda evidenciou o impacto da proposta. “Pessoas surdas que acompanharam o espetáculo relataram ter se sentido incluídas e representadas na história apresentada. A presença da Libras em evidência e de uma personagem surda como protagonista foi percebida como motivo de orgulho e de valorização da língua e da cultura surda”, afirmou.
Para a professora, a experiência também reforça a importância de garantir que estudantes surdos ocupem espaços de protagonismo, criação e representação nas ações institucionais.




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