Pesquisa do IFRO analisa infecções relacionadas à assistência à saúde no Vale do Mamoré

Estudo desenvolvido pelo Projeto Viva Saúde busca produzir evidências para fortalecer ações de prevenção, segurança do paciente e vigilância epidemiológica na região
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), por meio do Projeto Viva Saúde: Educação em Saúde, Saúde Preventiva e Vigilância Epidemiológica na Fronteira, vem desenvolvendo a pesquisa “Análise de Infecções Nosocomiais em Unidades Hospitalares localizadas no Vale do Mamoré”. O estudo tem como foco unidades hospitalares dos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
A pesquisa busca analisar o perfil de microrganismos presentes em superfícies e equipamentos hospitalares, além de compreender as práticas de limpeza e de desinfecção adotadas pelos profissionais de saúde e suas percepções sobre as infecções relacionadas à assistência, à segurança do paciente e à qualidade do atendimento.
Uma das etapas de coleta de dados foi realizada entre os dias 17 e 22 de agosto de 2026, no Hospital Perpétuo Socorro, em Guajará-Mirim. Profissionais de saúde da unidade foram convidados a responder voluntariamente a um questionário sobre rotinas de limpeza e desinfecção, prevenção de infecções e práticas relacionadas à segurança dos pacientes.
De acordo com a coordenadora do Projeto Viva Saúde, Cícera Alexsandra Costa dos Santos Rocha, a participação dos profissionais é importante para que o estudo possa contribuir para o aperfeiçoamento das práticas assistenciais na região.
“Este estudo integra o Macroprojeto Viva Saúde: Educação em Saúde, Saúde Preventiva e Vigilância Epidemiológica na Fronteira e, no âmbito do eixo de Vigilância Epidemiológica, busca gerar evidências científicas que contribuam para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde. A participação dos profissionais de saúde do Hospital Perpétuo Socorro foi fundamental para o desenvolvimento desta pesquisa e para o fortalecimento das ações de prevenção e controle das infecções hospitalares. Com os resultados, esperamos produzir evidências científicas para subsidiar estratégias de prevenção e controle, promovendo maior segurança do paciente e qualificação das práticas assistenciais no Vale do Mamoré”, explicou.
A estudante bolsista Karoline de Oliveira Duarte destacou que a atuação no projeto possibilita relacionar os conhecimentos adquiridos no IFRO com as demandas da comunidade. “Participar do Projeto Viva Saúde tem me ajudado muito a colocar em prática os aprendizados que venho desenvolvendo no IFRO. É uma sensação muito boa poder aprender na prática e, ao mesmo tempo, contribuir com algo que realmente ajuda a comunidade local”, afirmou.
Durante a etapa realizada no Hospital Perpétuo Socorro, o preenchimento do questionário ocorreu na sala da Direção e teve duração estimada entre 10 e 15 minutos. A participação foi formalizada mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), com garantia de sigilo e confidencialidade das informações.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), sob o Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE) nº 91282225.6.0000.5653. O trabalho integra o eixo de Vigilância Epidemiológica do Projeto Viva Saúde e articula pesquisa e extensão para responder a demandas da saúde pública na região de fronteira.
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