Alunos do Técnico em Biotecnologia de Guajará-Mirim visitam Fiocruz
Estudantes do Curso Técnico em Biotecnologia Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Guajará-Mirim, realizaram visita técnica à unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Rondônia), em Porto Velho. Participaram 46 alunos, com o objetivo de vivenciar na prática o ambiente de pesquisa científica de excelência e aprimorar o aprendizado teórico adquirido em sala de aula.
A ação realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro foi acompanhada pelos docentes Marcelo Holanda (Coordenador do curso e responsável pela disciplina de Tópicos Especiais em Biotecnologia) e Kally Alves (da disciplina de Tecnologia de Fermentação). A visita foi à Fiocruz, nos laboratórios que ficam na sede e no Centro de Estudos de Biomoléculas Aplicadas à Saúde, localizado na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Ela permitiu que os estudantes pudessem observar as mais avançadas técnicas laboratoriais e a infraestrutura disponível na Fiocruz.
O contato direto com os pesquisadores, além de abrir espaço para o esclarecimento de dúvidas e discussões sobre as últimas inovações no campo da Biotecnologia, também possibilitou aos estudantes uma visão prática das aplicações das tecnologias que estão sendo estudadas e desenvolvidas. Adicionalmente, eles também foram apresentados às pesquisas com biomoléculas aplicadas à saúde, área estratégica para o desenvolvimento de novos tratamentos e terapias. Os estudantes puderam ver como as pesquisas em biotecnologia estão diretamente ligadas a avanços que impactam a saúde pública no Brasil.
Segundo o Professor Marcelo Holanda, “esta visita técnica é uma ação da Coordenação de curso que sempre tem buscado esforços para proporcionar à turma do 3º ano, nossos formandos, uma experiência em ambientes científicos e industriais de excelência. Atividades como essa são fundamentais para o processo de formação, pois proporcionam aos alunos uma compreensão mais detalhada das práticas profissionais e uma visão mais concreta dos conceitos abordados no curso”.
A Professora Kally Alves acrescenta que “a Fiocruz é uma referência em pesquisa e inovação na área de saúde, e poder conhecer de perto os projetos que estão sendo desenvolvidos nessa instituição é uma experiência única para os estudantes. Isso amplia os horizontes deles e reforça a importância da biotecnologia no enfrentamento de desafios globais”.
O aluno Talison Justiniano da Silva ressalta que na visita técnica à Fiocruz puderam conhecer “de perto o trabalho de uma das instituições mais importantes para a ciência e a saúde pública no Brasil. Durante a visita, exploramos quatro laboratórios e suas instalações, além de termos contato direto com profissionais altamente qualificados, que nos explicaram como cada laboratório atua em pesquisas e no desenvolvimento de soluções para a sociedade. Foi uma experiência enriquecedora, que ampliou nosso conhecimento e reforçou a importância da ciência no nosso dia a dia”.
“A visita técnica dos estudantes do curso de biotecnologia ao Cebio foi uma oportunidade única para demonstrar a diversidade e a complexidade das pesquisas realizadas em nosso centro. Durante a visita, os alunos puderam conhecer de perto as nove estações de trabalho, incluindo processos fundamentais como a secagem e concentração de amostras, obtenção e purificação de proteínas recombinantes, extração de metabólitos de plantas e óleos essenciais, além do processamento de dados metabolômicos e análise de amostras por SPR”, afirmou Geisa Paulino Caprini Evaristo, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Rondônia e responsável pelo Cebio.
Para finalizar, Geisa explicou: “também apresentamos como realizamos os testes antioxidantes, as análises qualitativas e quantitativas por HPLC, o processamento de venenos de serpentes e a bioinformática aplicada à triagem de bioativos contra moléculas alvo de patógenos. Essa experiência prática proporcionou aos alunos uma visão aprofundada das atividades profissionais em um ambiente científico de alta qualidade. A interação direta com nossos pesquisadores e a imersão nas rotinas laboratoriais foram fundamentais para enriquecer a formação acadêmica dos estudantes, preparando-os melhor para suas futuras carreiras na biotecnologia”.
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