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Contribuição histórica das mulheres para a Ciência é destacada na abertura da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Campus Calama

Publicado: Quinta, 05 de Novembro de 2026, 17h30 | Última atualização em Quinta, 05 de Novembro de 2026, 17h33 | Acessos: 148

Professora Xênia faz a abertura da SNCT

O Campus Porto Velho Calama, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), realizou nesta quarta-feira (04), a abertura da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O evento, que neste ano traz o tema “Ciência Delas”, busca destacar o protagonismo das mulheres na produção científica. A programação seguirá com exposições e apresentação de projetos até a próxima sexta-feira, 6.

 Na mesa de abertura, a professora doutora Xênia de Castro Barbosa, Pró-Reitora de Pesquisa do IFRO, citou a importância da ciência como instrumento essencial para compreender o mundo, enfrentar desafios sociais, tecnológicos e de saúde e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e sustentável.

Como referência, lembrou a astrônoma Hipátia de Alexandria (370 d.C.), matemática, professora e tradutora da Antiguidade, cuja trajetória foi marcada pela defesa da razão e do conhecimento. Sua história também foi apresentada como símbolo das dificuldades e da violência enfrentadas pelas mulheres ao longo dos séculos.

A fala chamou a atenção ainda para a permanência das desigualdades de gênero na ciência, destacando problemas como a invisibilidade das pesquisadoras, o preconceito, a desigualdade de oportunidades, o assédio e a sobrecarga das mulheres com as responsabilidades domésticas. Também foi enfatizada a gravidade da violência contra a mulher e do feminicídio no Brasil, como uma luta contínua a ser enfrentada.O diretor geral do Campus Calama Willians Pereira durante abertura da SNCT

            Sobre a relação entre ciência e democracia, a professora defendeu que o avanço científico depende da liberdade de pensamento e expressão, da autonomia acadêmica, do respeito aos direitos humanos, da diversidade e de políticas públicas que garantam condições igualitárias de acesso à educação, à pesquisa e ao financiamento científico. Por fim, a mensagem reforçou que valorizar as mulheres na ciência vai além de reconhecer suas conquistas: significa promover ambientes acadêmicos e profissionais livres de discriminação e violência, assegurando que meninas e mulheres tenham oportunidades para escolher seus caminhos e participar da construção do conhecimento.

Ao cumprimentar os presentes, o Diretor-Geral do Campus Calama, Willians de Paula Pereira, destacou o momento de integração entre os departamentos, de pessoas de diferentes áreas e os estudantes. “É nesse momento que a gente tem como ideia principal a disseminação da cultura científica dentro da nossa instituição, liderado pelo Departamento de Pesquisa, que tem assumido um protagonismo junto com a disseminação de conhecimento científico, na matriz curricular por meio das práticas integradoras”, disse.

Práticas 8Segundo ele, é uma política que a instituição tem feito no sentido de cada vez mais popularizar a forma como se faz ciência, integrando o conhecimento com a participação dos setores de Ensino, Pesquisa e Extensão. Durante a abertura, o Chefe do Departamento de Pesquisa, Ricardo Bussons, falou da importância da participação dos estudantes nessas atividades da SNCT, destacando que o tema deste ano incentiva a presença de mulheres na ciência. Conforme ele, isso vem sendo feito rotineiramente no campus, demonstrando que a realidade da presença masculina no campo da ciência vem sendo transformada dia a dia em nossa sociedade.

Durante a abertura do evento, foi promovida ainda uma roda de conversa entre as pesquisadoras Camila Serrão, Márcia Bay, Tatiana Macedo Costa e Valéria Costa de Oliveira que discorreram sobre a participação de cada uma em suas trajetórias acadêmica e científica, bem como as dificuldades enfrentadas e os resultados alcançados. Durante as falas, mediada pela estudante Maysa Nunes Sousa, elas destacaram a necessidade de valorização da diversidade e da igualdade de oportunidades na produção científica, bem como o fortalecimento de políticas de inclusão e equidade nos espaços acadêmicos e profissionais. Segundo elas, é necessário o incentivo constante à participação de meninas e mulheres na ciência e na pesquisa.

Participaram ainda da abertura da SNTC, a Técnica Educacional Fernanda Dias da Silva, que representou a Direção de Ensino; e a professora Paola Mundim de Souza, que representou o Departamento de Extensão. A programação da SNCT prossegue até o dia 6 de novembro com o Seminário de Práticas Integradoras; Mostra Tecnológica; Show de Física; Apresentação do AstroIFRO; Química em Ação; Hackathon; Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) e Seminário de Teses I e II do Doutorado da Rede Bionorte.

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