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IFRO participa de avaliação da qualidade do cacau em Ouro Preto do Oeste

Publicado: Segunda, 26 de Outubro de 2026, 10h29 | Última atualização em Quarta, 07 de Outubro de 2026, 14h44 | Acessos: 39

Equipe do Projeto Escola do Chocolate analisou 24 amostras de produtores participantes do Concurso Seleção de Ouro 2026

avalia cacau concurso 10A equipe do Projeto Escola do Chocolate, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), participou da avaliação de 24 amostras de cacau do Concurso Municipal de Qualidade e Sustentabilidade do Café e Cacau – Seleção de Ouro 2026, promovido pela Prefeitura de Ouro Preto do Oeste. As análises foram realizadas em julho de 2026, no laboratório do Campus Jaru, com procedimentos físicos, físico-químicos e sensoriais.

A avaliação do cacau incluiu teste de corte, conforme a ISO 2451:2014, análises de umidade e pH e avaliação sensorial de cacau em pó, liquor e chocolate, seguindo protocolos do Cocoa of Excellence. As análises técnicas das amostras de café foram realizadas pela Associação dos Cafeicultores da Região das Matas de Rondônia (Caferon).

O Seleção de Ouro 2026 teve como objetivos reconhecer produtores, incentivar a melhoria da qualidade dos produtos e fortalecer práticas de sustentabilidade nas cadeias produtivas do café e do cacau.

A cerimônia de premiação do concurso ocorreu em 14 de agosto, durante a Exposhow Norte, no Parque de Exposições de Ouro Preto do Oeste, com a participação de autoridades, produtores, estudantes do curso técnico em Alimentos do IFRO e comunidade.

Primeira participação do projeto

A participação marcou a estreia do Projeto Escola do Chocolate em um concurso de avaliação de cacau. Segundo a Professora Regiane Pandolfo Marmentini, coordenadora do Núcleo de Produção e Controle de Qualidade do projeto, a experiência exigiu preparação da equipe e domínio das metodologias utilizadas na competição.

“Foi um desafio e um marco para o projeto. Foi a nossa primeira atuação em um concurso e precisamos conhecer as metodologias e treinar a equipe para que tudo ocorresse da melhor maneira”, destacou.

A Engenheira Agrônoma e Chocolateira Jhanne Franco, que participou dos treinamentos da equipe para as avaliações sensoriais, destacou a qualidade das amostras recebidas.

“Recebemos amostras fantásticas, com diversidade de sabores e complexidades dignas de ganharem o mundo. Tivemos uma predominância de sabores florais, frutados, adocicados e de cogumelo, além de amostras muito limpas e equilibradas”, afirmou.

Para a chocolateira, os resultados demonstram o potencial da produção de cacau de Ouro Preto do Oeste e a importância da integração entre produtores, assistência técnica e instituições envolvidas no fortalecimento da cadeia produtiva.

Além da Professora Regiane Pandolfo e Jhanne Franco, participaram da ação os Coordenadores Renato Delmonico, Alana Mara Kolln e Andeza Pereira Mendonça, as Chocolateiras Melissa Almeida e Shalom Mendes Silva, as egressas Letícia de Oliveira Duarte e Maria Eduarda Oliveira Alves e as estudantes Anna Klara Ramos Povodeiuk, Brenda Kayla Cristo da Silva e Yasmim Aparecida Ribeiro.

A participação no concurso integra um conjunto de ações desenvolvidas pelo Projeto Escola do Chocolate para contribuir com a cadeia produtiva do cacau em Rondônia. Entre as iniciativas estão a produção de mudas de cacau no Campus Ji-Paraná e a oferta de cursos de produção de chocolate no Campus Jaru.

Cacau amazônico

Rondônia ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores produtores de cacau do Brasil e vem ampliando sua presença no segmento de cacau fino. Produtores rondonienses também têm conquistado posições de destaque em concursos nacionais de qualidade, contribuindo para a valorização do produto amazônico.

O estado também vem se destacando quanto à sustentabilidade nas propriedades. O cacau (Theobroma cacao) é uma planta nativa da Amazônia e é cultivado predominantemente por agricultores familiares. A Professora Regiane Pandolfo explica que quando integrado a Sistemas Agroflorestais (SAFs) o cultivo do cacau ajuda a restaurar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais. 

Além disso, com manejo adequado, os frutos podem apresentar características de qualidade associadas ao chamado cacau fino, utilizado na produção de chocolates especiais nos modelos bean to bar (do grão à barra) e tree to bar (da árvore à barra). 

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