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Projeto de Vôlei Recreativo para Mulheres fortalece convivência, saúde e acolhimento no Campus Vilhena

Publicado: Quinta, 26 de Março de 2026, 17h21 | Última atualização em Quinta, 26 de Março de 2026, 17h21 | Acessos: 536

Projeto VilhenaPelo segundo ano, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Vilhena, vem desenvolvendo o Projeto de Vôlei Recreativo para Mulheres. A iniciativa oferece um espaço regular de prática esportiva, lazer e convivência para mulheres de diferentes idades e perfis da comunidade.

Criado para ampliar o acesso de mulheres (inclusive pessoas com deficiência) às atividades físicas e esportivas, o projeto promove bem-estar, integração social e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Desde sua criação, em 2025, mais de cem mulheres já participaram das atividades, que reúnem, em média, cerca de vinte participantes por encontro. O grupo é diverso e inclui servidoras, familiares, estudantes, ex-estudantes e moradoras da comunidade externa, que encontram na quadra do campus um ambiente acolhedor e seguro para aprender, se movimentar e socializar.

Diante de uma proposta simples e recreativa, os resultados têm sido expressivos. A Coordenadora da ação, Dinalva Barbosa da Silva Fernandes, relata que a melhora física e emocional das participantes é observada semana após semana, tanto durante os jogos quanto nos relatos espontâneos. Uma avaliação anônima aplicada ao grupo confirmou essa percepção, reunindo comentários como: “eu saía mentalmente leve e revigorada”, “era o momento que eu tinha para cuidar de mim”, “sempre me sentia mais feliz e disposta” e “esse vôlei das segundas virou minha terapia”.

A coleta anônima permitiu captar de forma mais sensível a experiência das mulheres e reforçou o impacto da atividade na rotina delas. Além das avaliações anônimas, algumas participantes também compartilharam vivências pessoais que mostram a dimensão humana da iniciativa.

Para Poliana Eliziano Ferreira Piovezan Sabino, moradora da comunidade externa, o projeto surgiu como uma oportunidade de retomar a autoestima e reencontrar motivação em um momento delicado. “Eu entrei porque sempre gostei do esporte, mas também porque minha autoestima estava muito baixa, sem ânimo para quase nada”, conta. Logo na segunda semana, ela percebeu a mudança: “fiz novas amizades com mulheres que também enfrentavam situações parecidas, mas estavam animadíssimas. Isso me deu vontade de continuar”. O impacto foi sentido além da convivência: “Meu peso diminuiu, não fico mais cansada como antes e minha autoconfiança voltou. Minha autoestima está elevada”, relata.

A experiência de Vanessa Caroline Manochio, esposa de um servidor do campus, também revela a força do projeto como espaço de cuidado e alívio da rotina. “Eu queria retomar atividade física e dedicar um tempo ao meu bem-estar. A rotina é intensa, e senti falta de me cuidar”, afirma. Ela lembra de um dia específico, quando chegou cansada e quase desistiu de participar. “Decidi ir mesmo assim. Saí me sentindo muito mais leve, fisicamente e mentalmente. Foi quando percebi que o projeto não é só sobre esporte, é sobre bem-estar”.

Conforme a coordenação, em 2026 o projeto continua ativo, reunindo mulheres semanalmente e mantendo o propósito que o originou: oferecer um espaço acessível de convivência, movimento e acolhimento.

 

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