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Acadêmicos de Biologia participam de palestra sobre fauna regional no IFRO de Vilhena

Publicado: Quarta, 13 de Março de 2019, 17h51 | Última atualização em Quarta, 13 de Março de 2019, 17h57 | Acessos: 476

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Acadêmicos do curso de Ciências Biológicas do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Campus Colorado do Oeste, participaram de palestra sobre a fauna regional realizada no IFRO Campus Vilhena.

A palestra foi realizada por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e promovida pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA) de Vilhena no dia 27 de fevereiro. A apresentação foi ministrada pelos pesquisadores José Barbanti Duarte, Liz Fuentes Rojas e Gabrielle Queiroz Vacari, tendo como tema a espécie Mazama rondoni, um cervídeo conhecido popularmente como cambuta, descoberto em Vilhena em 1914.

Diego Carvalho, professor e coordenador do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Campus Colorado do Oeste, destacou a qualidade da palestra e a oportunidade de os acadêmicos conhecerem uma nova área de especialização. “Foi uma oportunidade ímpar para os nossos discentes. A palestra foi muito enriquecedora uma vez que abordou desde aspectos morfológicos, comportamentais, monitoramento, estudos citogenéticos e conservação dos cervídeos. Além disso, nossos alunos tiveram a oportunidade de conversar e tirar dúvidas em relação a estágios e ingresso no programa de pós-graduação da UNESP junto com o doutor José Maurício Barbanti Duarte, pesquisador responsável pelo Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (NUPECCE) da UNESP em Jaboticabal (SP), e as mestrandas biólogas Gabrielle Vacari e a Liz Jiannine Rojas”, comentou o coordenador.

Além de fonte de aprendizado, a palestra foi inspiradora, como relatou a acadêmica de Ciências Biológicas, Gabriela Bersch. “Essa palestra foi uma grande experiência, pois pretendo atuar na área de Zoologia depois de formada e ela despertou ainda mais meu interesse por essa área. Foi excelente a apresentação dos pesquisadores, pois conhecemos mais a importância da conservação dos cervídeos. Agora sabemos que há várias espécies de cervídeos no Brasil, muitas em risco de extinção, a dificuldade em identificar as espécies e como a genética contribui nessa identificação, além de projetos de conservação sendo realizados”, apontou a acadêmica.

A professora Alessandra Laitz, que acompanhou os acadêmicos, destacou que a palestra incentivou os discentes a pensar sobre a importância da conservação da fauna e da flora. “Há uma ampla biodiversidade em nossa região e que precisamos valorizar. Além disso, foi importante conhecer uma linha de pesquisa diferente das desenvolvidas no Campus Colorado, pois foi abordado desde como é realizado a captura dos Cervídeos até procedimentos para as análises citogenéticas e tentativa de manter a diversidade em diversos locais com a implantação de embriões”, destacou a professora.

A espécie Mazama rondoni

Apesar de os cervídeos serem estudados desde 1817 na região Amazônica, foi apenas em 1914 que Miranda Ribeiro, durante um amplo estudo taxonômico sobre os cervídeos brasileiros, encontrou no estado de Rondônia uma pequena espécie de veado cinza, classificando-a como Mazama rondoni. De lá pra cá o animal foi rebaixado e elevado à categoria de espécie individual várias vezes.

Por isso que, além da palestra, o grupo de pesquisadores realizou a coleta de dados de animais da região para o aprofundamento das pesquisas e descrição de espécies do grupo de cervídeos cinzas. Com isso, a visita da comitiva de especialistas na cidade deve colocar fim à discussão e registrar os detalhes da espécie local.

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