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Professores do IFRO buscam inovar para manter classes reunidas nas aulas remotas

Publicado: Terça, 24 de Março de 2020, 12h17 | Última atualização em Segunda, 30 de Março de 2020, 18h26

quimica

Professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) estão buscando alternativas que enriqueçam o contato a distância neste período de pandemia e de impossibilidade das aulas presenciais. As atividades de ensino continuam em ambientes online.

Em Cacoal, o professor do IFRO, Isael Minzon, criou um canal no YouTube para explicar conteúdos da área de Química. No canal Química Invertida, ele tem trabalhado com seus alunos Isometria Geométrica e Isometria Óptica. Para acessar, clique AQUI.

Do Campus Vilhena, o professor de Informática, Josileno Roberto, explica: “estou gravando minhas aulas em meu canal no YouTube e enviando para alunos praticarem e resolverem questões. Eles postam vídeos em seus canais criados por eles mesmos e apresentam os resultados de seus projetos”,

No Campus Colorado do Oeste, o professor de Língua Portuguesa, Moisés Rosa, pretende compartilhar os textos produzidos por seus estudantes no blogFala Sério”, algo que tem feito desde o ano passado.  “É um espaço em que os alunos (jovens) escrevem artigos de opinião sobre os mais diversos assuntos”, comenta.

Outras ferramentas

A professora Ilma Fausto do Campus Ji-Paraná está utilizando o Hangouts Meet para videoconferência de suas aulas, onde também apresenta palestrantes convidados sobre as temáticas da área. No ambiente IFRO, com o recurso da Classroom Google, ela trabalha sala de aula invertida, dentro do conceito de metodologias ativas. O recurso do Whatsapp também tem favorecido as aulas, pois vídeo chamadas em grupo também são utilizadas. E para gamificar as aulas, a docente usa a ferramenta Mentimenter, na prática GV/GO nos seminários de aula virtual.

Outros professores do Campus Ji-Paraná têm utilizado os recursos do Whatsapp para o diálogo acerca do andamento das ações. No horário da aula do dia 19 de março, os alunos se reuniram online e ao vivo com a professora Emi Silva de Oliveira utilizando o Hangouts Meet para videoconferência, na qual puderam ter acesso aos conteúdos da ementa. No projeto conjunto, eles foram orientados que o Professor Roger irá apresentar a temática ser desenvolvida no projeto de pesquisa, a professora Dioneia acompanhará a escrita, a disciplina de Metodologia supervisionará a parte metodológica e a professora Janice levará a temática para fora dos muros do campus no final da etapa mais teórica, apresentando para a sociedade o projeto criado e desenvolvido pelo IFRO.

Segundo a professora Emi, “a interdisciplinaridade utilizada nas disciplinas de Biologia Geral com o professor Roger, Comunicação e Expressão com a Professora Dioneia, Introdução a Engenharia Florestal com a Professora Janice e Metodologia Científica com a professora Emi com a turma de primeiro ano do Curso de Engenharia Florestal segue seu curso normal”.

A estudante Daniely Cristiny avalia que foi “uma experiência muito bacana, principalmente pelo papel dos educadores de sempre estarem buscando meios e métodos de aprendizagem muitas vezes desconhecidos e desvalorizados, mas que fazem toda a diferença na vida do aluno”. Daniely completa dizendo que a docência é uma profissão muito nobre: “sabemos que cada aluno possui uma dificuldade diferente, então, ver a disposição em buscar um meio eficaz de apresentar os conteúdos, sanar as dúvidas e ainda disponibilizar em forma gravada para aqueles que não possuem condições de participar da conferência é um gesto de carinho muito importante diante dessa condição difícil que todos estamos passando. Traz uma sensação de esperança. Obrigada, de coração”.

Eletíce Machado dos Passos também aprovou a experiência da aula. “O bom seria se os demais professores adotassem esse modelo de ensino a distância, fazendo com que os discentes se comprometam mais com as aulas e não percam o foco nos estudos, principalmente para os novos que entraram agora estão sem entender muitas coisas sobre os trabalhos e etc”, afirma.

De acordo com a professora Janice Ferreira do Nascimento, coordenadora do projeto “Conhecendo a Vegetação do IFRO Campus Ji-Paraná”, como a entrada na instituição está suspensa, foram repassadas orientações às duas alunas colaboradoras sobre os dados que já foram coletados do projeto por reunião online. No contato, foram utilizados os recursos Whatsapp e Hangouts Meet para videoconferência. “O momento também foi de definição de como se desenvolveriam as próximas ações, sendo definido uma vez por semana para ver como está o andamento das ações e metas do projeto”, explicou.

AVA/IFRO

Um dos maiores suportes institucionais é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). A professora de Sociologia Aline Ramos Barbosa do Campus Vilhena explica que “com turmas do Ensino Superior, cuja disciplina é semestral, estou aprendendo a gravar vídeos. A ideia é gravar a parte expositiva da aula. Depois os estudantes podem participar com os recursos do AVA/Moodle, Também devo encaminhar estudos dirigidos, que são questionários sobre os textos. Assim, consigo acompanhar leitura dos alunos. Além disso, estou organizando o material de apoio no AVA para que os alunos consigam acessar o conteúdo a disciplina. Antes de gravar mais vídeos, vou avaliar junto à turma se é um bom recurso”.

Aline ainda comenta que para as turmas de Ensino Médio, será dar continuidade ao dicionário/glossário de conceitos. “Já estava fazendo isso em sala de aula. E há esta ferramenta no Moodle, para trabalhar com vídeos e filmes relacionados ao conteúdo. Assim, fica um pouco mais atrativo”. Outra vantagem segundo a docente é que como as atividades ocorrem no Ambiente Virtual os pais podem acompanhar.

Dois projetos estão em desenvolvimento. Um sobre o Dia Internacional da Mulher e outro uma Feira da Eletromecânica. “Ambos envolvem mais de um professor, a ideia é desenvolver atividades em conjunto. Assim, os estudantes não ficarão sobrecarregados. Vamos tentar adaptar atividades, pois são projetos longos. O primeiro para o primeiro semestre, e o da Feira envolve os quatro bimestres. Os projetos serão desenvolvidos durante a quarentena e terão continuidade depois. Aliás, com atividades que a comunidade poderá participar, como a Feira”, conclui.

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