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JIFRO traz integração e ensinamentos diversos para além da atividade física

Publicado: Segunda, 26 de Agosto de 2019, 16h18 | Última atualização em Quinta, 29 de Agosto de 2019, 18h08

 Professores IFRO nos Jogos 1A 8ª edição dos Jogos Internos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (JIFRO) está sendo sediada pelos Campi Porto Velho Calama e Porto Velho Zona Norte. Reunindo estudante de oito unidades do IFRO, Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Jaru, Ji-Paraná e Vilhena, além das duas situadas na capital. Ao todo, 15 professores de Educação Física estão envolvidos diretamente nas competições.

Internamente, os Jogos do IFRO são considerados uma manifestação esportiva e cultural, ocorrendo na forma de competições em modalidades individuais e coletivas, orientadas de forma sistemática e integradas à prática pedagógica dos esportes de todos os campi. Estando entre os conteúdos presentes nas aulas da disciplina de Educação Física, o esporte escolar movimenta o alunado do Instituto Federal desde 2012. Tanto, que eles começam a preparação no início do ano, ou mesmo no ano anterior, nos projetos de treinamento. A Professora de Educação Física de Ariquemes, Andressa Lima da Silva, explica que há sempre uma expectativa muito. “No ônibus vemos a empolgação dos alunos. Nós recomendamos questões de cuidados, de planejamento, as análises de jogo. E cada ano é um ano”, comenta Andressa.

Sede da edição anterior do JIFRO, o Campus Ariquemes contou com a empolgação dos estudantes para os jogos em Porto Velho. “Como a idade do JIFRO é um pouco maior, diferente dos jogos do município e do Estado, geralmente a expectativa desse aluno que não pode mais competir no JOER, é enorme. Ele vem e mobiliza toda a equipe, não importa a modalidade, já vem com uma expectativa muito grande, porque os alunos amam esses momentos de integração, de atividade física, e se vê essa motivação nos próprios treinos”, completa a docente.

 As modalidades esportivas em disputa nesta edição são atletismo, basquete, futebol, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, voleibol, vôlei de areia e xadrez. A Professora de Educação Física do Campus Jaru, Dhieisi Ebert Bolsanello, afirma que os Jogos contribuem para desenvolver na vida dos atletas “a cultura corporal do movimento através do esporte, para que os atletas possam vir sociabilizar e aprender várias coisas, culturas diferentes, e que eles possam ter ética e disciplina. Então, é muito importante para nossos atletas vivenciar essa jornada esportiva nestes dias para se desenvolver como futuros cidadãos”.

A prática das competições no IFRO busca a formação integral do aluno-atleta. Conforme a Professora de Educação Física do Campus Guajará-Mirim, Fabiana Alves da Silva, “o objetivo dos Jogos é proporcionar interação, no âmbito da competitividade”. Além de poder servir para o intercâmbio cultural e esportivo, mais a integração entre ensino, pesquisa, extensão.

Educação que transforma

Os Jogos do IFRO valorizam a participação e a competição voltada para a superação individual, com o crescimento do coletivo e o envolvimento da comunidade escolar. O Professor de Educação Física do Campus Vilhena, Silvio Francisco do Vale, realça que a competição realizada anualmente é de suma importância não só para os atletas, mas para a própria manutenção da instituição. “É um evento de extrema validade, devido à motivação que traz para os alunos. Nós tivemos muitos alunos que conseguiram permanecer no IFRO, conseguiram superar as dificuldades do ensino, por causa do esporte. Esse evento vem tornar toda a realidade estudantil acima das realidades normais de alunos de escolas públicas. O incentivo que o IFRO proporciona aos alunos, não só na parte esportiva, mas também dando apoio a esses alunos que se interessam pelo esporte, devido à própria necessidade que eles sentem, de melhorar suas notas, de saírem melhor na sala de aula, em outras disciplinas, para continuarem praticando esporte, para ter acesso aos eventos e às competições”.

O docente de Vilhena ressente as dificuldades atuais. “Infelizmente nós temos o corte orçamentário, mas isso, muito pelo contrário, não desestimula os alunos e muito menos os professores. Nós professores trabalhamos arduamente finais de semana, férias, hora do almoço, à noite e o horário que temos disponível para descansar, para poder participar dos treinamentos, para que na época desses eventos nós consigamos aplicar o melhor que pudermos de acordo com nossos treinamentos. Acho de extrema importância essa valorização dos jogos, para professores e alunos e o instituto de forma geral”, confirma Silvio.

O Professor de Matemática do Campus Porto Velho Calama, Vlademir Fernandes de Oliveira Júnior, está na Coordenação da Modalidade Xadrez. “É uma satisfação auxiliar nessa modalidade de esporte, tão prazerosa e tão importante para vida dos estudantes e acadêmicos. É importante ver como o xadrez pode trabalhar o desenvolvimento cognitivo, a estratégia do estudante, a criatividade, como é importante ver os campi participando, os alunos animados, uma competição extremamente saudável”. Ele completa dizendo que a base da matemática é lógica, observação e elaboração sistemática de padrões, e o mesmo se dá com o xadrez, em que é necessária muita lógica, observação e elaboração de estratégias.

Sobre as demais modalidades esportivas, Vlademir afirma que cada qual tem a sua “lógica” particular, e no caso de buscar o entendimento delas haveria uma produção “matemática”. Desta forma, “teorizar essas observações seria uma ação matemática e, necessariamente traria vantagens para se vencer no esporte. Por exemplo, observar que na natação, o movimento com o braço num determinado ângulo produz maior movimento com menos esforço: é uma conclusão Matemática/Física”, mostra o Professor do Calama.

A experiência pedagógica do JIFRO, segundo Juarez Alves das Neves Junior, Professor também no Campus Porto Velho Calama, está ainda no fato de possuir “um momento de congraçamento entre todos os campi e um momento de união. Trabalha com os estudantes a questão emocional, o saber perder, o saber ganhar. Saber lidar com o adversário não como um oponente, mas como companheiro de jogo, porque se não tiver adversário, não joga”.

As atividades conseguem ainda proporcionar inclusão social entre a comunidade escolar, porque deve-se “saber também lidar com derrota e preparar para o outro jogo para um novo confronto. É um momento também que os profissionais de Educação Física se encontram, colocam seus projetos em prática. Isso é muito importante para nós, para mostrar que o IFRO pode ser bem grande, muito unido e companheiro para todos”, conclui o docente de Educação Física. 

 

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