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Inclusão marca abertura dos Jogos do Instituto Federal de RO

Publicado: Sexta, 23 de Agosto de 2019, 19h23 | Última atualização em Quarta, 04 de Setembro de 2019, 12h00

 Jifro Abertura 5Foi aberta na manhã desta sexta-feira (23) a 8ª edição dos Jogos Internos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (JIFRO). A cerimônia de abertura ocorreu na Quadra Poliesportiva do Campus Porto Velho Zona Norte, com o tema de abertura priorizando a inclusão social.

A condução do fogo que simboliza o espírito esportivo, presente nos Jogos enquanto fonte de luz para as competições, foi feita pela atleta da modalidade de xadrez e futsal que é surda, Letícia Sophia Rodrigues da Silva, estudante do Curso Técnico em Informática no Campus Porto Velho Calama.  O momento de condução da tocha deixou o ginásio em silêncio, todos acompanharam com atenção a caminhada e o acendimento da pira olímpica. Em seguida, houve uma salva de palmas inclusiva (em Libras).

Segundo a Tradutora e Intérprete de Libras do Campus Porto Velho Calama, Nathali Fernanda Machado Silva, “para a Letícia, principalmente, é uma forma dela interagir. Ela conhece muita gente de outras turmas e dos jogos. Todo mundo gosta, quer aprender Libras. Eu encontro com eles no corredor e já estão conversando, e eu penso ‘nossa como vocês aprendem rápido’. E os jogos trazem isso, inclusão das pessoas e inclusão a partir das diferenças, porque o esporte tem essa questão de honra e de juramento”.

Em seu pronunciamento, o Reitor do IFRO, Uberlando Tiburtino Leite, expôs a tristeza em não ter nesta edição a participação de atletas do Campus Colorado do Oeste, que não tiveram recursos necessários. “Foi um esforço significativo de todos para estarem presentes e para que se realizasse essa oitava edição dos jogos. Apesar de toda crise, tenho que dizer a vocês atletas, que esses são os jogos da resistência, existem institutos federais que não vão realizar seus jogos, existem institutos federais que não vão mandar atletas para a etapa nacional”. Com a ideia de Jogos da Resistência, o Reitor ressaltou que mesmo diante das dificuldades as instituições públicas permanecerão, conseguirão resistir.

O gestor ainda explicou que apesar das dificuldades orçamentárias, foi assumida a responsabilidade de economizar em algumas áreas para poder contemplar essa ação. “Os Jogos, assim como a pesquisa, assim como a extensão, assim como no ensino, tem sua importância para o aprendizado e para a formação integral dos estudantes”, concluiu Uberlando, desejando sucesso a todos participantes.

2019

Participam 480 estudantes de oito campi, em 11 modalidades esportivas, que serão disputadas até o dia 27 de agosto em Porto Velho (RO). Estão representadas as unidades Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Jaru, Ji-Paraná, Vilhena, Porto Velho Zona Norte e Porto Velho Calama. As modalidades esportivas são atletismo, basquete, futebol, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, voleibol, vôlei de areia e xadrez. 

Ariane Nisterwitz está em sua quinta participação no JIFRO. O primeiro foi em 2015, em seu primeiro ano no Curso Técnico em Edificações no Campus Vilhena, quando integrou a equipe de futsal. Passando por outras modalidades nos outros três anos de curso. E agora, aprovada para a Graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) participa de seu último JIFRO, nas modalidades basquete, futsal e atletismo. “Ganhei experiência, pois convivemos muito com os outros campi, adquirimos conhecimento, sobre como é a realidade dos outros locais, como as pessoas se comportam, outras culturas. Foi muito bacana ter uma instituição que promove esses eventos”.

Ser atleta de futsal também é uma aprendizagem para Ariane. “A tática de jogo e a sintonia com o outro time são diferentes, porque nos times masculinos eles têm um jogo mais ‘pesado’. E nós somos mais ‘lentas’, mas mesmo assim é um esporte que traz muito prazer para nós e nos sentimos felizes em jogar. E é isso que queremos levar a medalha e jogar, mesmo que perca, mesmo que não aconteça nada, só queremos participar”, diz a aluna, para quem o importante é procurar a superação. “Você não precisa pensar na medalha, precisa pensar em superar a si mesma sempre. Isso vai te fazer um bem enorme, quanto mais ultrapassar suas barreiras, seus limites, vai se sentir mais superior do que era antes. Isso tudo vai agregar e vai te tornar algo muito melhor”.

A valorização do esporte e a participação das atletas mulheres foram lembradas na fala da estudante do Campus Porto Velho Calama, no Curso Técnico em Eletrotécnica, Danielle Marrieli. Ela leu um poema de autoria própria intitulada “As atletas”. Danielle que está no seu quarto e último JIFRO ressaltou serem os jogos uma oportunidade incrível para quem está em sua primeira competição ou para quem está saindo.

E este também é o caso de Amanda Vitória, que cursa o Técnico em Informática para Internet, modalidade Concomitante ao Ensino Médio, no Campus Porto Velho Zona Norte. Em seu terceiro JIFRO, disputando a modalidade futsal, ela que agora é acadêmica caloura em Ciências Contábeis e Administração, afirma ter vindo mais focada para ganhar. “Participem, dá uma sensação incrível e que vale a pena”, convoca Amanda aos demais estudantes.

Abertura

Durante o ritual de abertura, conduziu a bandeira do Brasil, a atleta da modalidade de futsal, Amanda Vitória Miranda do Nascimento. E os atletas de atletismo, Giancarlos Eugênio Bento da Silva e Isabella Oliveira Pinho Mendes, entraram, respectivamente, com as bandeiras de Rondônia e de Porto Velho, município sede do JIFRO 2019. Já o juramento para cumprimento das regras e regulamentos, bem como o espírito esportivo e o respeito aos adversários e demais integrantes dos Jogos, foi feito pelo atleta Matheus Nazareno Cruz Silva, da modalidade de futebol. E o árbitro Deive Durães, da modalidade de futsal, representou os demais árbitros e oficiais para o juramento de imparcialidade, respeitando e seguindo das regras, com o verdadeiro espírito esportivo.

Como atividade cultural, houve apresentação do Grupo “IFRO Dance”, do Campus Porto Velho Calama. A unidade juntamente com o Campus Porto Velho Zona Norte sediam os Jogos deste ano. Conforme o Presidente da Comissão Organizadora dos Jogos, Olakson Pedrosa, a competição foi feita por e para todos os estudantes, mesmo diante das dificuldades econômicas no cenário nacional. A parabenização foi estendida aos profissionais de educação física, que organizaram e acompanham as delegações.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Maria Goreth Araújo Reis, houve muito esforço e dedicação de todos para que os torneios pudessem acontecer, sendo fruto de uma grande caminhada, com dificuldades, mas também com grandes vitórias e conquistas. Além de esperança em dias melhores, por meio do esporte enquanto integração, ela destacou a convivência em sociedade e a prática esportiva para benefício da saúde e do bem-estar.

As direções dos campi Porto Velho Calama e Velho Zona Norte deram as boas-vindas a todos. Segundo o Diretor-Geral do Calama, Leonardo Pereira Leocádio, é necessário que os estudantes saibam do contexto de realização do evento, em que os cortes orçamentários quase inviabilizam os Jogos. Porém, assim como desde a Grécia antiga, o esporte é utilizado como estímulo à sociedade, sendo desta forma importante sua realização. “Perder ou ganhar faz parte dos esportes e da vida”, finalizou.

Após a fase estadual, 45 atletas de modalidades variadas irão representar Rondônia na fase nacional que será realizada em Guarapari (ES), de 6 a 12 de outubro de 2019.

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