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Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência é comemorado no Campus Guajará-Mirim

Publicado: Quinta, 27 de Setembro de 2018, 17h22 | Última atualização em Quinta, 27 de Setembro de 2018, 17h49 | Acessos: 717

Campus Guajará Napne 3

Estudantes dos cursos técnicos da modalidade Integrado ao Ensino Médio, períodos matutino e vespertino, participaram de ações do Dia Nacional de luta da pessoa com deficiência no IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia), Campus Guajará-Mirim.

A equipe do NAPNE (Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) do Campus Guajará-Mirim preparou o momento para apresentar aos alunos o que é o Núcleo e qual sua função dentro do IFRO. “O NAPNE tem a finalidade de dar suporte pedagógico aos alunos com necessidades específicas e ao corpo docente sobre como conseguir auxiliar esses alunos. No nosso campus, o NAPNE foi criado esse ano. Estamos em processo de adaptação, mas já estamos atendendo vários casos. Temos alunos com deficiência física, visual, lúpus, problemas cardíacos, transtornos emocionais, depressão, transtornos de aprendizagem e outros. Este evento serviu para enfatizar a luta do deficiente para vencer as barreiras físicas, atitudinais, arquitetônicas e se mostrar como parte integrante da sociedade que pensa, cria, atua e interfere diretamente na transformação do mundo”, explica a Coordenadora do NAPNE, Marilei Rodrigues.

A data de 21 de setembro é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A Professora Marilei ainda diz que pessoas com necessidades específicas são todas as que “apresentam alguma deficiência física, mental, intelectual, transtornos de aprendizagem (disgrafia – dificuldade de escrita; disortografia – troca das letras; dislexia – dificuldade na pronúncia das palavras; discalculia – dificuldade em operacionar cálculos, entre outras), problemas psicossomáticos como depressão, síndromes, transtornos de caráter emocional e outros. Esse público citado é considerado como pessoas em processo de inclusão escolar, também como os indígenas, quilombolas, estrangeiros e ainda alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos”, afirma a docente.

Para Fabiana Alves da Silva, Professora da disciplina de Educação Física, a ação contribui para divulgar os trabalhos desenvolvidos pelo Núcleo: “foi um momento onde os alunos puderam conhecer melhor o NAPNE. Na ocasião foi ressaltado o porquê do dia 21 de setembro ser lembrado como o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, sendo apresentados membros que compõem o Núcleo, bem como os horários de atendimentos”.

Segundo Professor de Artes, Carlos Alberto Bosquê Junior, “este evento foi importante para que os estudantes conheçam as ações desenvolvidas para os alunos que necessitam de atenção especial por um grupo de profissionais. Além de mostrar que existem pessoas deficientes com valores que potencializam a capacidade da instituição de saber solucionar problemas de forma democrática, respeitosa e com professores próximos que fazem parte da equipe”.

A Professora de Sociologia, Maria das Graças Freitas de Almeida, comenta como foi o planejamento do dia 21 de setembro entre os membros do NAPNE: “foi uma atividade planejada com muito carinho para explicar o porquê do NAPNE. Foi explicado que houve a necessidade de se criar o NAPNE, pois há em nosso Instituto alunos com diversas dificuldades específicas, e que a data foi escolhida por ser próxima ao início da primavera (23/09), portanto, quando consideramos as pessoas por suas capacidades e não limitações, fazemos florescer o melhor que há no ser humano. A atividade representou, não só para mim, mas para todos, a superação de preconceitos, do desânimo e da ignorância”.

O objetivo do NAPNE no Instituto Federal é o de fomentar a implantação e consolidação de políticas inclusivas, por meio da garantia do acesso, permanência e êxito do estudante com necessidades educacionais específicas, nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. O Professor de Matemática, Charles Cantai, acredita que com a atividade realizada no campus foi “uma oportunidade importante para refletirmos sobre a importância da inclusão social. Na atividade, os alunos perceberam que existem diferentes tipos de deficiência e cada uma é responsável por um tipo de limitação. Muitas vezes essas limitações podem comprometer a qualidade de vida da pessoa, por isso, faz-se de extrema necessidade o desenvolvimento de medidas de inclusão. Pensamos e acreditamos que atingimos e sensibilizamos nossos alunos com esse evento”.

O evento contou com o depoimento do estudante Fábio Marcelo Tanwing Saavedra, do primeiro ano do Curso Técnico em Biotecnologia, e também com a apresentação do mural de fotos para conhecerem os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no NAPNE e com a apresentação de fantoches produzidos na disciplina de Artes. “Para mim foi importante participar do evento, porque foi uma oportunidade que o IFRO deu para eu me posicionar sobre o assunto e mostrar que pessoas como eu tem capacidade para alcançar o que querem, assim como outras pessoas. Estou muito feliz e satisfeito com esta oportunidade”, concluiu Fábio.

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