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Disciplina de Matemática aborda temas do Viver Bem na Escola em Guajará

Publicado: Terça, 25 de Setembro de 2018, 13h03 | Última atualização em Terça, 25 de Setembro de 2018, 13h03 | Acessos: 975

Aula Conversando sobre Bullying Uma abordagem matemática 4

O IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia), Campus Guajará-Mirim, promoveu a ação Conversando sobre Bullying na escola: Uma abordagem matemática. Participaram as turmas dos primeiros anos dos cursos técnicos em Manutenção e Suporte em Informática e em Biotecnologia, da modalidade Integrado ao Ensino Médio. A atividade é uma das ações do Projeto Viver Bem na escola, promovido pela Coordenação de Assistência ao Educando (CAED).

Segundo o Professor de Matemática, Francisco Pereira Coelho Júnior, ao desenvolver a atividade “senti que estava contribuindo e desmistificando esse assunto muitas vezes relegado ao esquecimento em muitas escolas, além de ficar surpreso com o relato de muitos alunos que admitiram já ter praticado algum ato do tipo. Creio que se mais projetos como este forem desenvolvidos, teremos não só mais discentes lúcidos em relação a tal tema, mas cidadãos mais conscientes de que suas ações podem impactar a vida dos demais ao seu redor”. A atividade teve como objetivo contribuir para a construção de conhecimentos, desenvolvendo e apurando o censo crítico dos estudantes, ampliando o conhecimento matemático no tratamento das informações mais variadas, podendo interpretá-las de maneira mais precisa e consciente.

Utilizando de conhecimentos matemáticos, como gráficos, foram apresentados os resultados da pesquisa sobre Bullying realizada no campus com pais e estudantes do Ensino Médio. Também foram abordados os conteúdos de porcentagem e funções, de maneira que os alunos tivessem a oportunidade de discutir sobre o Bullying, ao mesmo tempo em que aprendiam os conteúdos da disciplina de Matemática. “Algumas opiniões e relatos me fizeram ter uma visão diferenciada de alguns temas e me surpreenderam até certo ponto. A grande maioria dos alunos com quem trabalhei (algo em torno de 90%) afirmaram que não sentem confiança em conversar sobre vários temas com seus pais, sobretudo sobre Bullying e afirmam que os mesmos não saberiam se algo de ruim estivesse acontecendo com ele na escola. Achei esse relato bastante impressionante, pois a grande maioria dos pais responderam exatamente o contrário: que saberiam identificar algo de diferente acontecendo com seu filho no ambiente escolar. Como professor e, sobretudo como pai, fiquei alarmado com esse antagonismo. Vejo isso como retrato da nossa sociedade atual, onde muitos pais trabalham durante longos períodos ou estão ocupados demais em outros tipos de atividade, e dispensam cada vez menos tempo aos seus filhos. E considerando os índices de transtornos emocionais e psicológicos, bem como de suicídio na cidade de Guajará-Mirim, isso é no mínimo preocupante”, afirma Francisco Pereira.

Eduarda de Paula Soares Ojopi estuda o Técnico em Manutenção e Suporte em Informática no período vespertino e diz que a ação a ajudou a esclarecer “como vários alunos conhecem o Bullying e dados estatísticos que apresentam uma certa preocupação. Em relação à contribuição para o meu desenvolvimento pessoal e social, me ajudará a ter cuidado ao falar com alguém (sem soltar palavras que possam afetá-lo emocionalmente) e também para interromper alguma discussão ou conversa que esteja indo além do limite”.

Para Clara Balarolti Ivalho, do período vespertino de Manutenção e Suporte em Informática, também pôde ver que o Bullying é real: “mesmo com as orientações dadas pelos pais, palestras em escola, postagens, campanhas orientando os jovens para não praticá-lo. O Bullying afeta de forma negativa no convívio social, em sua autoconfiança e contribui para doenças mais graves. Nos mostrou que o Bullying pode ser resolvido, esse projeto veio para nos incentivar a ajudar as pessoas que sofrem e as que praticam também e fazer com que o Bullying não exista mais no IFRO. Hoje compreendo que é algo sério que afeta muito os sentimentos e a vida de alguém, e também, que podemos ajudar as pessoas que sofrem, mas não falam para seus pais ou para a CAED, para evitar situações piores”.

A estudante do Técnico em Biotecnologia, Lucidariane Dias Parrião, diz que “foi bem esclarecedor, sabendo que muitos jovens passam por essa situação e tem dificuldade de falar sobre o assunto. Com este tipo de trabalho, os adolescentes podem se encorajar a pedir ajuda. A atividade contribuirá para meu desenvolvimento pessoal e social de uma forma positiva, pois, ao entendermos as dores que podem ser causadas nos outros, temos mais cuidado com nossas atitudes”.

 Como o conteúdo foi desenvolvido de forma interdisciplinar, explica a Coordenadora do Projeto Viver Bem na Escola, Elaine Márcia Souza Rosa, os alunos realizaram uma atividade avaliativa que continham os conteúdos matemáticos abordados e questões relacionadas às informações sobre o questionário sobre o Bullying. Dentre as questões aplicadas no mês de agosto, havia a que perguntava a opinião relacionada a quais medidas poderiam ser tomadas por todos (pais, alunos, professores e CAED) para acabar ou diminuir a ocorrência do problema no Campus Guajará-Mirim. Entre as respostas estava a de reunião para diálogos e palestras, e também para ações com pais e comunidade. Essas ações são importantes para a “missão institucional que tem foco na formação de cidadãos comprometidos com o desenvolvimento humano, e a atividade desenvolvida na disciplina de Matemática abordou de forma muito positiva este fator”, conclui Elaine.

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