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NAPNEs do IFRO adaptam atividades para atender alunos com necessidades específicas durante isolamento social devido ao novo coronavírus

Publicado: Quarta, 01 de Abril de 2020, 16h31 | Última atualização em Sexta, 03 de Abril de 2020, 15h55 | Acessos: 13175

 IFRO NAPNEA tecnologia nunca foi tão primordial para a execução de tantas tarefas do nosso cotidiano como atualmente, em meio à pandemia do novo Coronavírus. Desde o dia 18 de março sem aulas presenciais, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), tem mantido as suas atividades por meio de metodologias de ensino a distância, utilizando-se das diversas ferramentas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de outras alternativas pedagógicas. As ações também se estendem para os alunos com necessidade de atendimento educacional especializado, que contam com as ações de suporte desenvolvidas pelos Núcleos de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNEs) instalados nos campi.

Segundo a Coordenadora-Geral dos NAPNEs do IFRO, Claudete Marques das Neves, o compromisso das coordenadoras dos NAPNEs dos campi faz toda a diferença. “Algumas estão recebendo o material dos docentes e imprimindo em braille e levando na casa do estudante, outras estão em constante contato conosco para promover a acessibilidade digital, pois alguns não têm computador ou similar para acompanhar as aulas remotas. Todas as coordenadoras, junto com suas equipes, estão se empenhando ao máximo para garantir o direito ao ensino para os estudantes com necessidade de Atendimento Educacional Especializado”, elenca.

Vilhena e Colorado do Oeste

A Professora e Coordenadora do NAPNE do Campus Vilhena, Vera Lúcia Ribeiro de Azevedo, tem acompanhado o atendimento remoto de uma aluna com deficiência visual, que estuda o 3º ano do Curso Técnico em Informática integrado ao Ensino Médio. “No decorrer desta semana, acessei todos os dias o AVA [Ambiente Virtual de Aprendizagem] e repassei todas as informações para a aluna e também algumas instruções sobre como realizar as atividades, através de e-mail, áudios, chamadas de vídeo e sempre lembrando a mesma das atividades a serem realizadas, esclarecendo e tirando dúvidas. Também tenho acesso aos grupos de WhatsApp do 3º ano e de Física, onde entro todos os dias para repassar todas as informações escritas em áudio para facilitar que as informações cheguem de forma mais clara à aluna. A mesma conta com a utilização de celular acessível, notebook com o programa de sintetizador de voz NVDA, e com a Alexa, a caixinha inteligente que conectada à rede wi-fi a ajuda no acesso de pesquisas rápidas e informações”, descreve a docente que também com o apoio da profissional ledora Janes de Fátima Ficanha da Silva. 

Um acadêmico que está na reta final da Pós-graduação Lato sensu em Ensino de Ciências e Matemática, ofertada no Campus Vilhena, também está recebendo acompanhamento remoto. A Intérprete de Libras, Samara Silva Santana Olegário, conta que foi criado um grupo no WhatsApp com o objetivo de atender remotamente (on-line, WhatsApp, vídeos, chamadas de vídeo, videoconferências, áudios, Libras, braille...) enquanto durar a suspensão das aulas presenciais do IFRO. “Fiz um vídeo em Libras, explicando a ele a finalidade do grupo e tudo que fosse relacionado à Pós nós iríamos tratar naquele grupo. Na terça, dia 24, eu pedi ao Professor Melqui [o orientador do acadêmico] para enviar ao e-mail do aluno a estrutura do artigo da Pós. Na sexta, dia 27, Laura e eu criamos uma sala de reunião no Gmail, para auxiliar a sanar as possíveis dúvidas que ele poderia ter sobre a estrutura do artigo”, explica a profissional.

O acadêmico aprovou os encaminhamentos até então tomados pelo campus para garantir a continuidade de seus estudos. “Eu vejo vantagem. O aluno usar tecnologia on-line de aula on-line, por quarentena evitar COVID-19 e aula salão, alunos e professor orientador e intérprete dentro on-line. É ótimo local, segurança de on-line. Intérprete já explicar procedimento.”, opina.  

No Campus Colorado do Oeste, os atendimentos feitos pelo NAPNE são realizados por grupos de trabalho, compostos por dois ou três servidores que acompanham os alunos com necessidades específicas, os quais têm entrado em contato com os estudantes por e-mail ou telefone. Contudo, neste momento de aulas remotas, o atendimento de uma aluna cega é o que está necessitando de maior adequação. Por esse motivo, desde que as aulas presenciais foram substituídas pelas a distância com uso das tecnologias, o grupo realizou as orientações aos docentes quanto à adequação das aulas. Além disso, uma servidora ficou encarregada de auxiliar a aluna a acessar os e-mails e AVA algumas vezes na semana. Também estão sendo levadas à aluna algumas impressões e outros recursos, com atividades que foram adequadas/adaptadas. Assim, as ações do grupo de trabalho do NAPNE consistem em intermediar e acompanhar o processo de ensino que está ocorrendo entre a aluna e os docentes, ouvindo e propondo alternativas para as situações.

Porto Velho Zona Norte e Calama

Tamires Gomes de Assis Gonçalves, do NAPNE no Campus Porto Velho Zona Norte, explica que a equipe entrou em contato com todos os alunos que ingressaram na unidade como Pessoas com Deficiências (PCDs), “[...] para sabermos qual estado de saúde deles e de seus familiares, bem como se os mesmos estavam conseguindo acompanhar as aulas virtuais. Perguntamos também se tinham acesso à internet e qual forma de acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem, se pelo celular ou computador. De maneira geral, todos relataram que estavam conseguindo acompanhar as aulas e um aluno relatou uma dificuldade específica, nesse sentido, estamos trabalhando a melhor forma de atendê-lo. Deixamos à disposição desses alunos o contato com o NAPNE durante esse período de suspensão das atividades presenciais caso necessitem de alguma orientação ou apoio acadêmico. Esperamos que tudo isso passe rápido e que possamos voltar à nossa rotina de trabalho e os estudantes aos seus cursos presencialmente”, diz a servidora.

Outro campus da capital que está prestando auxílio remoto aos alunos que precisam de Atendimento Educacional Especializado (AEE) é o Calama. A equipe do NAPNE da unidade tem trabalhado remotamente para garantir a acessibilidade aos alunos com necessidades específicas do campus. Os membros do NAPNE têm mantido contato com os alunos e seus familiares, oferecendo apoio pedagógico para as aulas que agora estão ocorrendo pelo AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). A coordenadora do NAPNE, Lívia Catarina, explica que a equipe está “[...] com um grande desafio que é ofertar apoio ao discente de forma remota, mas nossos alunos têm se empenhado muito nas atividades, eles demonstram entender a importância de continuar estudando, agora de uma maneira diferente, desenvolvendo assim novas habilidades”. Lívia também comentou que "[...] Os mecanismos de estudos inclusivos podem ser desenvolvidos em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, que são ferramentas que permitem flexibilização e os professores dos alunos têm colaborado nisso".

A coordenadora informou que no NAPNE do Campus Porto Velho Calama há 24 alunos em atendimento educacional especializado, que possuem necessidades específicas diversas, tais como acessibilidade e adaptações curriculares para alunos com baixa visão, deficiência física, deficiência intelectual, superdotação, dislexia, autismo, entre outros, e atender a todos esses alunos só se torna possível porque "[...] os membros que compõem a equipe do NAPNE têm se empenhado em desenvolver seu acompanhamento de forma próxima ao aluno, mesmo estando distante fisicamente".

No caso de uma aluna que é surda, a unidade conta com o trabalho dos Tradutores e Intérpretes de Libras (Tils), Nathali Fernanda e Hugo Paiva, que têm mantido a plataforma AVA alimentada continuamente com material em Libras. “Tudo que é postado, desde textos e vídeos, a trabalhos ou atividades, têm recebido a devida atenção linguística em se adaptar e traduzir todo esse material para a Libras” diz Nathali.

“Os professores também são de grande apoio nesse momento, através de ligações ou chamadas de vídeo esclarecendo dúvidas sobre os conteúdos para os Tils e alinhando o trabalho inclusivo. Outra atividade importante são as aulas de Libras ministradas pela Nathali, através da Live do Instagram Librif_Ro. As aulas do curso básico de Libras são gratuitas, de segunda a sexta, às 10 horas da manhã”, informa Lívia.

Um dos alunos do campus que recebe o acompanhamento do NAPNE cursa o 1º ano do Curso Técnico de Informática (matutino) e é autista. De acordo com a cuidadora que acompanha o aluno, ele tem realizado todas as atividades pelo AVA e “[...] eu tenho prestado assistência remota para ele. A parceria da família é muito importante, a mãe do dele o acompanha também. Além disso contamos com o suporte dos professores que se dedicam em ajudá-lo virtualmente. Ele também é acompanhado pelo Professor Joilson, que é membro do NAPNE”.

Ji-Paraná, Guajará-Mirim e Ariquemes

A tradutora/intérprete de Libras do Campus Ji-Paraná, Sandra Salazar, afirma que essa nova realidade educacional está sendo uma experiência única, “[...] pois trabalhar com alunos surdos, que são muito visuais, acaba sendo um desafio em aulas on-line”, ela precisa atuar em 14 disciplinas diferentes, atendendo via AVA e também via WhatsApp, traduzindo textos e vídeos para os alunos. “Contamos com alguns professores que mandam atividades e materiais em Libras, o que nos ajuda muito. Estamos vencendo com muita fé, foco e determinação em nosso trabalho”, reforça.braile2

Do Campus Ariquemes, a Assistente Social e Coordenadora Local do NAPNE, Maria Ângela Justino Maschio, comenta que a unidade tem entrado em contato com os discentes a fim de saber se eles estão tendo acesso e participando das atividades enviadas pelos professores. “Os docentes também têm colaborado muito com a atuação do NAPNE quanto ao acompanhamento dos estudantes que precisam dessa atenção especial. O AVA tem sido uma ferramenta muito importante nesse momento de isolamento social, pois através dele conseguimos estar perto mesmo distantes dos estudantes", destaca.

Marina Santana dos Santos, que é Tradutora Intérprete de Libras no Campus Ariquemes, explica que na unidade há diversos estudantes públicos-alvo da Educação Especial (EPAEE), porém, há apenas um estudante com deficiência auditiva, que não é usuário da Língua Brasileira de Sinais, fazendo uso do português e da leitura labial fluentemente. “Nesse período em que as atividades estão sendo remotas, temos dado uma atenção concentrada na aprendizagem e êxito desses discentes na realização das atividades a distância e compreensão dos conteúdos expostos pelos professores. Além do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), em que mandamos mensagens no privado de forma personalizada, temos feito uso de software para smartphones utilizado para troca de mensagens de texto instantaneamente (WhatsApp), visto que a maioria dos estudantes usam muito esse recurso. Uma vez que somos uma instituição que tem como missão promover educação profissional, científica e tecnológica de excelência, está sendo uma ótima oportunidade para os alunos ter esse acesso constante às mais variadas tecnologias”, comenta a servidora. 

A Professora Marilei Rodrigues, que coordena o NAPNE em Guajará-Mirim, explica que o campus tem prestando suporte remoto aos estudantes com necessidades de atendimento educacional especializado. Uma das ações foi solicitar junto aos professores de uma aluna surda que eles encaminhem vídeos com legendas. Materiais em braille são impressos periodicamente e entregues na casa de uma aluna com deficiência visual. “Ela está conseguindo fazer as devolutivas para os professores pelo WhatsApp e pelo computador utilizando o DOSVOX, que vai fazendo a tradução. Então temos esse atendimento que está sendo realizado também”, diz.

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