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Recursos para pesquisa em Rondônia são defendidos em Audiência Pública

Publicado: Quinta, 14 de Novembro de 2019, 08h40 | Última atualização em Quinta, 14 de Novembro de 2019, 08h52 | Acessos: 111

Audiência Pública ALE e instituições científicas 3A Audiência Pública sobre Pesquisa Científica no Estado de Rondônia reuniu a comunidade científica na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. O Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Propesp), Gilmar Alves Lima Júnior, foi o representante do IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia) no evento. Do Instituto Federal ainda participaram pesquisadores da instituição, mais estudantes do Campus Porto Velho Calama. Presidida pelo deputado estadual Ismael Crispin, a audiência ocorreu na tarde dessa segunda-feira (11/11).

Em sua fala, na mesa de abertura, Gilmar Alves ressaltou a importância de discutir ciência e tecnologia. Para o IFRO, uma instituição com apenas dez anos no Estado, o pró-reitor afirmou estar ainda em processo de expansão. “Temos trabalhado a educação integral e trabalhamos especialmente na pesquisa aplicada”. Também estavam na composição da mesa: Ari Ott (UNIR), Leandro Moreira Dil (FAPERO), Mauro Tada (CEMETRON), Deusilene Vieira (FIOCRUZ), Alexandre Lara Teixeira (EMBRAPA), Suamy Abreu (SEDUC), Lucas Couto (Defensoria Pública do Estado), Elias Rezende (SEDAM) e o deputado estadual Chiquinho da Emater.

A solicitação partiu inicialmente de pesquisadores da UNIR (Universidade Federal de Rondônia) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), que tiveram apoio do IFRO e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA-RO). O deputado Ismael Crispin defendeu que a votação da Lei Orçamentária rondoniense (LOA), conforme encaminhado pelo Executivo, deve destinar 0,25% do orçamento para a Fapero. “Precisamos priorizar a pesquisa científica para progresso do estado”, afirmou.

Maria Eduarda Lustosa, estudante do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio no Campus Porto Velho Calama, esteve entre as representantes discentes que detalharam ações desenvolvidas em seu cotidiano escolar no que se refere à pesquisa. Ela integra o Projeto Saber Viver desenvolvido junto com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), que contribui com 19 prefeituras e comunidades locais na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, e também atua no projeto de pesquisa que visa estabelecer padrões de ideações suicidas na adolescência, para alcançar um método de pedagogia para que professores consigam diminuir índices que atualmente são muito elevados.

Em seu depoimento, a estudante conta como a pesquisa mudou sua vida pessoal, disciplinar, acadêmica e curricular. “Eu sonho que jovens como eu também tenham essa oportunidade. Estou tendo uma oportunidade hoje que só o tripé educacional do IFRO pode me proporcionar, de no ensino médio ter atrelado ao ensino: a pesquisa e a extensão, que juntos formam uma dupla sensacional, porque posso pesquisar, busco conhecimento, e também posso levar o meu conhecimento a mais pessoas da comunidade. Isso me deixa muito orgulhosa. Pesquisamos, levamos ensino e de alguma forma traz de volta para o instituto. Temos um feedback muito bom”.

Ainda foi reconhecido o esforço de estudantes e professores, que mesmo tendo como foco o ensino médio técnico, levaram a instituição ao quinto lugar estadual no que se refere ao desempenho no ENEM. “Eu culpo a pesquisa, que nossos alunos estão engajados e são encorajados todos os dias. E agradeço aos professores, que em meio a tantas dificuldades no cenário atual nos incentivam diariamente. É com isso, senhores, que peço alteração no valor de repasse à FAPERO, de estabelecer um percentual mínimo a ser investido na pesquisa científica e nas bolsas de estudo. Peço também a liberação de recursos orçamentários e financeiros de forma anual à FAPERO para que possa executar suas tarefas de forma satisfatória, assim fortalecendo a pesquisa no Ensino Médio Técnico e dessa maneira consigamos capacitar da melhor forma jovens para a área acadêmica e para o mercado de trabalho”, disse Maria Eduarda.

Assistindo à reunião pública, a Professora de Química do Campus Porto Velho Calama, Minelly Azevedo, tem a expectativa de que “essa audiência pública seja um divisor de águas para a pesquisa, trazendo encaminhamentos concretos que possam efetivar a ciência por meio de liberação de Recursos Orçamentários e Financeiros à FAPERO o que viabilizará investimentos às pesquisas desenvolvidas pelas instituições possibilitando resultados concretos à sociedade, colocando o nosso estado entre aqueles que são referência nacional em ensino, pesquisa e extensão”.

No momento em que fez apresentação representando os docentes do IFRO, o professor Gilmar Alves apresentou as principais ações do IFRO, e lançou o desafio de novas ações a partir do investimento em pesquisa e inovação. Como encaminhamento, o IFRO reforçou o aumento do orçamento da FAPERO e a aprovação da Lei de Inovação do Estado de RO.

No Instituto Federal de Rondônia, o investimento é direto em 385 projetos de pesquisa, envolvendo 500 servidores pesquisadores e 400 estudantes nas mais diversas áreas do conhecimento. “O investimento em ciência, com fomento à infraestrutura, bolsas e programas de pós-graduação, proporciona a fixação de mão de obra qualificada no estado de Rondônia e mão de obra qualificada é a base para o crescimento”, conclui o Pró-Reitor.

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