Atletas mostram desafios implícitos do tênis de mesa
No JIF Norte, estudantes de diferentes IFs encaram o desafio de jogar individualmente, formar duplas, administrar a pressão e colocar em prática meses de preparação
As partidas de tênis de mesa podem parecer rápidas para quem acompanha de fora das quadras, mas o que não se sabe é o quanto os atletas precisam lidar com técnica, leitura do adversário, controle emocional e confiança.
Esses elementos estiveram presentes no JIF Norte 2026, durante as disputas do tênis de mesa. Em uma das práticas, Tocantins venceu o Amapá por 2 sets a 1.
Hanna Vitória Jardim, 18 anos, estudante do curso subsequente em mineração do Instituto Federal do Amapá (IFAP), explica que uma das dificuldades começou antes da competição, visto que ela e sua parceira estudam em campi diferentes, reduzindo, portanto, as oportunidades de treinamento conjunto.
“Embora a gente tenha treinado bastante, a preparação foi um pouco difícil porque somos de campi diferentes. Também não conseguimos treinar juntas e o primeiro jogo foi praticamente um treinamento”, conta.
A convivência no tênis de mesa tem fator de total importância. Seja para conhecer o próprio jogo, seja para entender a parceira e se adaptar rapidamente às características das adversárias.
Toda essa pressão também apareceu na experiência de Julia Cardoso, de 16 anos, também do Amapá. Ela conta que intensificou os treinos em agosto, depois de um período de férias em que não conseguiu manter a mesma rotina de preparação. Já nos dias anteriores à competição, passou ainda algum tempo sem passar pelas mesas de tênis.
“Quando chega aqui, dá uma pressão muito grande. A gente fica muito nervosa achando que poderia ter feito mais e melhor”, relata Julia.
Apesar das dificuldades, a estudante tem no município onde mora um espaço de incentivo à modalidade. Ela treina em um centro que conta com estrutura e acompanhamento de professor para o desenvolvimento das técnicas. Para Julia, esse espaço faz diferença na continuidade do esporte.
As experiências das duas atletas ajudam a mostrar uma parte dos jogos que dificilmente aparece durante os poucos minutos de uma partida. Durante o jogo, ainda é preciso decidir em frações de segundo o melhor momento de atacar, de devolver a bola e de continuar depois de um erro.
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