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Calor redefine rotina de atleta do vôlei de praia no JIF Norte

Publicado: Quinta, 03 de Setembro de 2026, 11h35 | Última atualização em Quinta, 03 de Setembro de 2026, 12h18 | Acessos: 170

 Jogos sob altas temperaturas em Porto Velho exigem mais hidratação e cuidados antes e depois das partidas 

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As quadras de areia do JIF Norte 2026, em Porto Velho, apresentam um adversário que independe do outro lado da rede. O calor aparece nas conversas com atletas e treinadores como uma das principais dificuldades das partidas de vôlei de areia.

João Athos Nascimento, de 19 anos, representa o IFAC e teve pouco tempo para treinar com a dupla antes da competição. Ainda assim, chegou aos Jogos confiante com o desempenho da dupla. João conta que é acostumado a jogar no Acre e já conhece o desgaste de treinar sob altas temperaturas, mas sentiu os efeitos durante as partidas em Rondônia.

volei de praia jifnorte 1"Nós normalmente jogamos vôlei de praia em quadra aberta, então já temos um pouco de costume com o calor. Ficamos muito fatigados porque é muito quente, mas conseguimos jogar até o final", conta.

O professor Jefferson Teixeira, também treinador do IFAC, percebeu o desgaste e interferiu na rotina dos estudantes. Os atletas passaram a sair do hotel apenas nos horários necessários para suas competições para evitar exposição ao sol.

"Todos somos do Norte, já temos certo costume com a temperatura, mesmo assim, resolvemos que cada um viesse somente para sua competição, para diminuir justamente esse desgaste", explica o docente.

O calor surpreendeu também a equipe do Instituto Federal de Roraima (IFRR). João Pedro Miranda, de 18 anos, aluno de Licenciatura em Educação Física e atleta de vôlei de areia, conta sobre sua experiência com o calor. "Quando terminamos a primeira partida, eu estava todo seco de tanto suar. Acho que nunca suei tanto na minha vida", relata.

volei de praia jifnorte 4Lucas Moreira, estudante do curso Técnico em Agropecuária do IFRR, já disputou a etapa regional dos Jogos realizada no Amapá em 2025 e também apontou a temperatura como uma das principais diferenças dessa edição.

Para o treinador do IFRR, professor Marco Mendonça, o horário habitual dos treinos em Roraima também faz diferença. A equipe costuma treinar a partir das 17 horas, quando a incidência de sol é menor.

 

"Eles estão se adaptando na hora mesmo. O calor é muito forte e isso tem uma perda muito grande no nível do voleibol", explica o professor.

As partidas seguem na programação do JIF Norte 2026 até 4 de setembro, com jogos realizados em quadras abertas e em diferentes horários ao longo da competição.

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