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Etapas regionais definem classificados das modalidades coletivas do JIFRO 2026

Publicado: Segunda, 22 de Junho de 2026, 17h13 | Última atualização em Segunda, 22 de Junho de 2026, 17h14 | Acessos: 141

Guajará JIFRO 8Novo formato do JIFRO amplia a participação estudantil e prepara representantes para as disputas finais em Ji-Paraná

Os Jogos do Instituto Federal de Rondônia (JIFRO) estrearam um novo formato neste ano. Com o objetivo de ampliar a participação estudantil, as modalidades coletivas passaram a ser disputadas de forma regionalizada, com três Regionais (Centro, Norte e Sul). As modalidades individuais serão disputadas exclusivamente na fase final do JIFRO, marcada para o período de 27 a 31 de julho, no Campus Ji-Paraná.

Neste ano, o IFRO também sedia o JIFEN 2026 (Jogos dos Institutos Federais da Região Norte), recebendo estudantes-atletas dos demais estados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins). Os classificados no JIFEN, que ocorre de 31 de agosto a 4 de setembro, em Porto Velho, garantem vaga para a fase nacional, o JIF, programado para outubro, em Goiânia (GO).

O JIFRO ocorre em parceria entre os campi e a Coordenação de Educação Física, Esporte e Lazer do IFRO (CEFEL). Segundo o Coordenador, Amisley Guale Araújo, a edição de 2026 marca uma nova etapa na história da competição, “diante da grandeza do evento e do crescimento dos nossos jogos, que neste ano mobilizaram mais de 800 alunos e 100 servidores, o modelo tradicional centralizado deu lugar a um formato agora regionalizado, dividido em duas etapas estratégicas”. A próxima fase, no final do próximo mês, em Ji-Paraná, terá as finais das modalidades coletivas e a realização das competições individuais.

De acordo com o docente, a mudança foi planejada para atender ao crescimento da competição e às necessidades logísticas do evento, reduzindo custos logísticos e financeiros. “Essa mudança no formato dos jogos visa não só otimizar a gestão financeira e logística do evento, como dissemos, é um evento de grande porte, mas também melhorar a convivência e a integração dos nossos alunos entre os campi”. Ele explica, ainda, como foram organizadas os três grupos das etapas regionais: a Regional Sul reuniu os Campi Cacoal, Colorado do Oeste e Vilhena. A Regional Centro contou com a participação dos Campi Ji-Paraná, Jaru e São Miguel do Guaporé. Já a Regional Norte envolveu os Campi Porto Velho Calama, Porto Velho Zona Norte, Ariquemes e Guajará-Mirim.

As competições incluíram disputas de voleibol, basquetebol, futsal, handebol e vôlei de praia. Os campeões de cada modalidade garantiram vaga para a fase final do JIFRO. Amisley acrescenta que a estrutura foi organizada para concentrar as modalidades individuais em um único momento da competição. “E como funcionou essa nova estrutura do JIFRO 2026? Ela foi dividida em duas fases: a fase regional, classificatória, e a fase final. Na fase regional, tivemos apenas as modalidades coletivas, realizadas nas três regiões. Os campeões dessa etapa avançam para a fase final dos jogos. Nessa etapa final, teremos a participação somente dos campeões das modalidades coletivas, além dos alunos-atletas das modalidades individuais”, mostra.

As modalidades individuais que serão disputadas na fase final são atletismo, judô, natação, tênis de mesa e xadrez. Conforme avaliação do coordenador da CEFEL, os resultados iniciais foram positivos, porque além de definir os representantes para a etapa decisiva, o novo formato ampliou o acesso dos estudantes à experiência esportiva.

 

JIFRO Regional Norte

A Regional Norte ocorreu em duas etapas, todas sediadas em Porto Velho, com a participação dos Campi Ariquemes, Guajará-Mirim, Porto Velho Calama e Porto Velho Zona Norte.

A 1ª etapa ocorreu dias 16 e 17 de maio, com os seguintes resultados:

  • Futsal – Campeão masculino Campus Porto Velho Calama; e Campeão feminino Campus Ariquemes.

  • Voleibol – Campeão masculino Campus Ariquemes; e Campeão feminino Campus Porto Velho Calama.

A 2ª etapa foi nos dias 29 e 30 de maio, com os seguintes resultados:

  • Basquetebol – Campeão masculino Campus Porto Velho Calama; e Campeão Feminino Campus Porto Velho Calama como única equipe inscrita.

  • Handebol – Campeão masculino Campus Guajará-Mirim; e Campeão feminino Campus Porto Velho Calama.

  • Vôlei de praia – Campeão masculino Campus Guajará-Mirim; e Campeão feminino Campus Guajará-Mirim.

  • Futebol – Campus Guajará-Mirim como única equipe inscrita.

Estudante do terceiro ano do Curso Técnico em Edificações Integrado ao Ensino Médio do Campus Calama, Ana Clara Galvão integrou a equipe de Voleibol feminino de quadra. “Eu gostei que teve esse negócio de ter primeira fase, segunda fase, porque ano passado eu também participei, só que foi tudo aqui. E o meu time também, achei que nos saímos muito bem. As meninas se comunicaram muito bem”. Ela também destaca sobre os representantes das outras unidades: “todos foram muito gentis, fizemos amizade e conversamos bastante”.

Sobre as expectativas para a fase final, em Ji-Paraná, ela afirma que espera ainda mais integração, “fazer amizade, conhecer pessoas e lugares. Metade da minha turma participa de algum esporte. O pessoal do basquete e do vôlei vai viajar também. Da minha turma, que é do vôlei feminino, que vai junto comigo, tem umas três pessoas da minha sala”.

O desejo de Ana Clara para o JIFRO 2026 é que todos aproveitem bem, “aproveitar essa adolescência, porque passa muito rápido. Esse é meu último ano. Passou muito rápido. Queria ter aproveitado, queria ter jogado mais. Nossa, de verdade, para mim vôlei é vida! A minha adolescência inteira foi jogando vôlei, então eu quero que as pessoas também sintam o que eu senti”.

Arthur Gimax, do time de Futsal do IFRO Calama, completa afirmando que jogar a primeira fase do JIFRO na própria unidade foi uma experiência incrível. “Teve equipes muito qualificadas, como o bicampeão, que era Ariquemes. Teve Ji-Paraná. Foi gratificante. Agora vamos buscar a classificação lá em Ji-Paraná, porque a etapa estadual é Ji-Paraná e, depois, a regional vai ser aqui de novo”, comemora o estudante, já aguardando a disputa do JIFEN 2026 em Rondônia.

 

JIFRO Regional Centro

A Regional Centro também foi realizada em duas etapas, com sede em Ji-Paraná, e a participação dos Campi Ji-Paraná, Jaru e São Miguel. No caso desta Regional, foram classificados dois campi para a fase final, por ter Ji-Paraná como campus sede da próxima fase.

A 1ª etapa ocorreu dias 22 a 24 de maio, com os seguintes resultados:

  • Futsal – Campeão masculino Campus Ji-Paraná; e Campeão feminino Campus Ji-Paraná.

  • Futsal – Segundo lugar masculino Campus Jaru; e Segundo lugar feminino Campus Jaru.

  • Voleibol – Campeão masculino Campus Ji-Paraná; e Campeão feminino Campus Ji-Paraná.

  • Voleibol – Segundo lugar masculino Campus Jaru; e Segundo lugar feminino Campus Jaru.

  • Basquetebol – Campeão masculino Campus Ji-Paraná (única equipe inscrita na regional).

  • Handebol – Campeão masculino Campus Ji-Paraná; e Campeão feminino Campus Ji-Paraná.

  • Handebol – Segundo lugar masculino Campus Jaru; e Segundo lugar feminino Campus Jaru.

  • Vôlei de praia – Campeão masculino Campus São Miguel; e Campeão feminino Campus Ji-Paraná.

  • Handebol – Segundo lugar masculino Campus Ji-Paraná; e Segundo lugar feminino Campus São Miguel.

Já a 2ª etapa foi dia 30 de maio, com os seguintes resultados:

  • Futebol – Campeão Campus São Miguel; e Segundo lugar Campus Ji-Paraná.

Professor do Campus Ji-Paraná, Juliano Viliam Cenci, ressalta a energia dos estudantes na primeira fase do JIFRO. “O esporte tem um poder de transformação único, e registrar esse momento é coroar o esforço de cada treino, de cada viagem e de cada gota de suor. É uma iniciativa fantástica para mostrar que o IFRO vibra na mesma sintonia da juventude!”, enfatizou.

 

JIFRO Regional Sul

A Regional Sul ocorreu em etapa única, com sede no Campus Colorado do Oeste, e a participação dos Campi Cacoal, Colorado e Vilhena, nos dias 29 a 31 de maio, com os seguintes resultados:

  • Futsal – Campeão masculino Campus Vilhena; e Campeão feminino Campus Cacoal.

  • Voleibol – Campeão masculino Campus Cacoal; e Campeão feminino Campus Cacoal.

  • Basquetebol – Campeão masculino Campus Colorado; não houve inscritos no feminino. Como na Regional Centro teve apenas uma equipe masculina, o Campus Vilhena se classificou como o segundo melhor geral.

  • Handebol – Campeão masculino Campus Colorado; e Campeão feminino Campus Cacoal.

  • Vôlei de praia – Campeão masculino Campus Cacoal; e Campeão feminino Campus Vilhena.

  • Futebol – Campeão Campus Cacoal.

Demonstrando talento, disciplina, espírito esportivo e trabalho em equipe, as equipes masculinas de voleibol e vôlei de praia do IFRO Campus Cacoal conquistaram o título da Etapa Sul dos Jogos do Instituto Federal de Rondônia (JIFRO), garantindo vaga para a Etapa Estadual da competição. Durante todo o evento, realizado em Colorado do Oeste, os estudantes-atletas representaram o campus com dedicação, comprometimento e excelência esportiva”, comemoram Julia de Souza Lopes Basso, Professora de Educação Física e treinadora da equipe de Vôlei do Campus Cacoal, e Diego Zanet, Auxiliar Técnico Voleibol e Vôlei de Praia.

Para eles, “as conquistas são resultado do empenho dos atletas, do trabalho desenvolvido nos treinamentos e do incentivo ao esporte promovido pela instituição, contribuindo para a formação integral dos estudantes e fortalecendo valores como cooperação, responsabilidade e superação. A próxima etapa será realizada em Ji-Paraná, onde as equipes buscarão representar mais uma vez o Campus Cacoal com orgulho e determinação”.

 

Novo formato do JIFRO

Os Jogos do IFRO são uma manifestação esportiva e cultural, realizada na forma de competições em modalidades individuais e coletivas, orientadas de forma sistemática e integradas à prática pedagógica dos esportes nos campi.

Essa mudança, como toda mudança, impõe grandes desafios, e o JIFRO não foi diferente. Mudar uma estrutura consolidada não é fácil. Nesse primeiro ano de execução desse formato, nós compreendemos que houve falhas e que há muitos detalhes e processos que precisam ser ajustados e aprimorados para as próximas edições”, afirma o Coordenador da CEFEL/IFRO, Amisley Araújo. Entretanto, para ele, “os benefícios superaram as expectativas. Nós tivemos a descentralização para as regionais, o que gerou uma redução significativa nos elevados custos dos jogos. Por ser uma estrutura muito grande, nós tínhamos também um elevado custo para a realização dos jogos, envolvendo as questões operacionais e logísticas do evento”.

O Professor Amisley destaca ainda que a regionalização possibilitou maior participação estudantil e fortaleceu o esporte dentro da instituição. “Mas, para além dessa economia financeira, o formato regionalizado fez com que o espírito esportivo dentro da nossa instituição fosse elevado também, permitindo que os estudantes vivenciassem suas experiências competitivas e sociais. Alunos que não tinham como participar devido ao número reduzido de vagas no formato centralizado, neste ano, puderam participar das fases regionais. Isso permitiu uma integração e um envolvimento maior dos nossos alunos, o que fortalece e dinamiza ainda mais o esporte dentro da nossa instituição”, avalia.

A avaliação também é compartilhada pelo Professor de Educação Física do Campus Colorado do Oeste, Glauber Bedini de Jesus. “O primeiro deles, e o mais interessante, é que o fato de regionalizar o JIFRO oportuniza a nós, que somos da mesma região, nos conhecermos de uma forma melhor. Acabou fazendo um JIFRO muito mais caseiro, em vários aspectos. Então, os professores da área de educação física se aproximaram mais e tiveram um contato mais tranquilo”.

O docente avalia que houve fortalecimento dos vínculos da comunidade escolar mesma região. No caso de Colorado do Oeste, a realização dos jogos permitiu maior convivência entre as delegações, favorecendo a interação entre estudantes e profissionais da área de Educação Física. Segundo ele, “isso acabou fazendo um JIFRO muito mais caseiro, em vários aspectos, e isso fez com que nos aproximássemos mais. Assim, os professores da área de Educação Física se aproximaram mais e puderam ter um contato mais tranquilo. Nós fizemos aqui em Colorado, na nossa quadra, na quadra de casa mesmo, todos os jogos, e isso fez com que o nosso tempo fosse marcado por muitas interações”.

A proximidade entre os participantes também foi percebida entre os estudantes. Conforme Glauber, o ambiente favoreceu a troca de experiências entre jovens de campi próximos e ampliou o envolvimento da comunidade escolar. “Foi muito interessante ver os estudantes se conhecendo, interagindo e conhecendo as realidades mais próximas da gente. Então, depois do evento, conversamos bastante a respeito do que tinha sido positivo e negativo, e a verdade é que eles curtiram muito ter essa experiência”. Outro aspecto destacado pelo professor foi a participação dos estudantes que não integram equipes esportivas permanentes da instituição. Para ele, o formato regionalizado permitiu maior envolvimento da comunidade com as competições e a oportunidade de torcer para os seus colegas.

A experiência também apresentou desafios que precisam ser analisados ao longo das próximas edições. Entre eles está a mobilização de equipes e de servidores para a realização dos eventos regionais. “Eu acho que foi uma experiência interessante, mas eu ainda acho que a gente precisa entendê-la em um panorama um pouco mais geral, percebendo o que foi positivo para todos os campi e, ao mesmo tempo, negativo, porque, sim, nós tivemos alguns pontos negativos que dificultam o nosso trabalho diário”. De acordo com Glauber, a realização das etapas regionais exige uma grande mobilização institucional, especialmente em campi com limitações de infraestrutura. E afirmou que para “realizar aqui em Colorado, por conta das faltas de estruturas e tudo mais, muitos servidores tiveram que se mobilizar durante um período bastante grande para os jogos acontecerem, e isso impacta diretamente no trabalho regular de todos esses servidores”.

Para ele, culturalmente também há ganhos no formato estadual, por oportunizar o conhecimento de regiões mais amplas do estado. Mesmo diante dos desafios, a avaliação inicial é de que a regionalização trouxe contribuições relevantes para a integração entre os campi e para a vivência esportiva dos estudantes. A expectativa é que os resultados desta edição contribuam para o aperfeiçoamento do modelo nas próximas competições, conciliando os benefícios da aproximação regional com a sustentabilidade da organização dos jogos.

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