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Curso de Português como segunda língua para surdos do Campus Cacoal fortalece educação bilíngue em Rondônia

Publicado: Segunda, 08 de Junho de 2026, 15h39 | Última atualização em Segunda, 08 de Junho de 2026, 15h41 | Acessos: 58

Libras Cacoal Projeto 2O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Cacoal, desenvolve entre março e julho de 2026 o Programa de Português Escrito como Segunda Língua para Surdos, ofertado na modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC). A ideia é ampliar a acessibilidade linguística e fortalecer a educação bilíngue por meio do ensino da língua portuguesa escrita para estudantes surdos, tendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua de instrução.

O programa atende estudantes surdos da comunidade externa, especialmente dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além de jovens e adultos interessados em aprimorar competências de leitura e escrita em língua portuguesa. Também participam da ação estudantes surdos matriculados no IFRO e monitoras surdas voluntárias vinculadas ao Campus Cacoal. As atividades são realizadas em Cacoal e Porto Velho.

Coordenada pela Professora Náthali Machado, a iniciativa surgiu para atender uma demanda histórica da comunidade surda relacionada ao acesso ao português escrito como segunda língua. O projeto de extensão, que resultou em um curso FIC (Formação Inicial e Continuada), conta com apoio do Departamento de Extensão (Depex) do Campus Cacoal e com a atuação das estudantes Beatriz Meneguelli e Suellen Vitória, do Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio em Informática, como monitoras.

Segundo a docente, durante este primeiro semestre, a proposta visa a promover o desenvolvimento da leitura e da escrita respeitando as especificidades linguísticas e culturais dos participantes. “O ensino do português escrito como segunda língua ainda é uma necessidade pouco atendida em Rondônia, e o programa busca justamente contribuir para a redução dessa lacuna, oferecendo formação linguística acessível e alinhada aos princípios da educação bilíngue para surdos”. Ela ainda aponta o projeto como gerador de inclusão, acessibilidade e democratização do acesso à educação.

A metodologia adotada é fundamentada nos princípios da educação bilíngue, reconhecendo a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda língua. Os encontros semanais envolvem atividades de leitura, produção textual, mediação em Libras e elaboração de materiais didáticos bilíngues, utilizando práticas visuais, multiletramentos e estratégias que favorecem a compreensão da língua portuguesa a partir da experiência linguística dos estudantes surdos.

Além da formação linguística, o programa busca ampliar a autonomia comunicativa dos participantes, fortalecer suas trajetórias educacionais e contribuir para o acesso e permanência em cursos técnicos, superiores e outros espaços formativos. A iniciativa também prevê a produção de materiais didático-pedagógicos bilíngues e ações voltadas ao fortalecimento das políticas de inclusão educacional e da justiça linguística.

Para Náthali Machado, “considero relevante compartilhar essa experiência para que mais pessoas conheçam as potencialidades da comunidade surda, a importância da Libras e as ações que o IFRO vem desenvolvendo para promover inclusão, acessibilidade e justiça linguística”. Futuras edições do programa deverão ser divulgadas pelos canais oficiais do IFRO, conforme os critérios estabelecidos em cada oferta.

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