Estudantes do Campus Porto Velho Zona Norte realizam lançamento de Foguetes
No sábado 09 de maio, estudantes e professores do Campus Porto Velho Zona Norte, participaram da atividade de lançamento de foguetes feitos com garrafas PET, realizada no espaço alternativo de Porto Velho. Familiares também estiveram presentes, prestigiando o trabalho dos alunos. A atividade é parte do projeto de ensino "Lançamento de foguetes feitos com garrafas PET", coordenado pelo professor Márcio Almeida, que tem o objetivo de despertar o interesse dos estudantes pela ciência.
O projeto promove a participação dos alunos dos Cursos Técnicos Integrados em Administração e Informática na Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), uma das maiores iniciativas nacionais voltadas ao incentivo à ciência entre jovens. O projeto tem a participação de 50 estudantes envolvidos diretamente no lançamento dos foguetes. Esses estudantes participaram de oficinas preparatórias sobre conceitos de Física, Astronomia e Astronáutica, com destaque para o lançamento oblíquo, aerodinâmica e equilíbrio de forças. Organizados em equipes, os alunos foram desafiados a construir seus próprios foguetes utilizando materiais acessíveis, como garrafas PET, tendo como combustível uma reação química entre vinagre (ácido acético) e bicarbonato de sódio em qualquer proporção.
A estudante Beatriz Sales, do curso Técnico de Informática integrado, foi prestigiar o evento. "Minha experiência foi realmente incrível, marcada por uma mistura intensa de sentimentos, principalmente orgulho, ansiedade e muita emoção. Mesmo não participando diretamente da competição, acompanhar tudo de perto já foi algo muito especial para mim. Ver tantos amigos meus se dedicando, se esforçando e colocando em prática todo o trabalho que prepararam durante dias me deixou muito admirada. Beatriz afirmou que foi emocionante perceber o companheirismo entre todos, a torcida, os gritos, a felicidade pelos acertos e até mesmo a forma como cada um lidava com os erros e imprevistos. Segundo ela, a experiência a fez sentir parte de algo muito maior, mesmo estando apenas assistindo.
A estudante Julia Moraes, também do curso Técnico de Informática integrado, participante do projeto, relatou: "Essa foi a minha primeira OBAFOG (Olimpíada Brasileira de Foguetes) e posso dizer que foi uma experiência incrível durante todo o processo, desde montar a base, construir o foguete e lançar. Participar de atividades fora da sala de aula com certeza tornam esse processo de aprendizado sobre física, aerodinâmica, reações químicas e qualquer outro assunto mais fácil e dinâmico. Além disso é uma oportunidade de desafiar os alunos para estimular criatividade e trabalho em equipe, que eu acredito serem habilidades que são desenvolvidas no ambiente escolar. Com certeza não perderei a oportunidade de participar novamente da OBAFOG em 2027."
Cada equipe realizou dois lançamentos, sendo considerado o maior alcance horizontal. Durante a atividade, foram avaliados aspectos como organização, segurança (uso de EPIs), estrutura dos foguetes e desempenho no voo, promovendo uma aprendizagem prática e interdisciplinar. De acordo com o professor Márcio Almeida, coordenador e idealizador do projeto: "O projeto demonstrou que o ensino de Física pode ser significativamente enriquecido por meio de abordagens experimentais e contextualizadas. A atividade contribuiu para a consolidação de conceitos científicos, além de promover habilidades como trabalho em equipe, autonomia e pensamento crítico." Além de estimular o interesse pela Física, Astronomia e Astronáutica, a iniciativa também busca despertar o protagonismo juvenil e a cultura científica. A proposta é preparar as equipes, para que as melhores se classifiquem na etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Foguetes, que ocorrerá em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, que reunirá estudantes de todo o país.
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