Campus Porto Velho Zona Norte promove atividade sobre letramento racial e redes sociais
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studantes do 1º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Zona Norte, participaram, no dia 4 de maio, da atividade “Desfiltrando a Realidade: oficina sobre letramento racial e redes sociais”. A ação foi desenvolvida por acadêmicos do curso de Psicologia do Centro Universitário São Lucas Afya, como parte de um projeto de extensão voltado à reflexão sobre racismo digital, algoritmos e padrões estéticos nas redes sociais.
A oficina discutiu os impactos do chamado “embranquecimento digital”, fenômeno relacionado ao uso de filtros, inteligências artificiais e algoritmos que reforçam padrões eurocêntricos de beleza e que podem afetar a autoestima e a construção da identidade dos jovens. Durante a atividade, os estudantes foram incentivados a refletir sobre o funcionamento dessas tecnologias, reconhecer práticas discriminatórias no ambiente digital e desenvolver uma postura mais crítica diante dos conteúdos consumidos nas redes sociais.
Segundo os organizadores, a proposta buscou aproximar temas atuais da realidade vivida pelos adolescentes, especialmente considerando o uso frequente das redes sociais entre estudantes do ensino médio técnico. A atividade também destacou que as tecnologias não são neutras e podem reproduzir desigualdades já presentes na sociedade.
A oficina foi acompanhada pela psicóloga do campus, Bruna Angélica Borges, que ressaltou a importância de promover esse debate no ambiente escolar. “Discutir saúde mental, identidade e relações étnico-raciais dentro da escola é fundamental, principalmente em um contexto em que os adolescentes estão constantemente expostos às redes sociais e aos padrões impostos por elas. A escola também precisa ser um espaço de reflexão crítica e fortalecimento da autoestima”, afirmou.
A ação integra as iniciativas do IFRO voltadas à promoção da saúde mental estudantil, ao fortalecimento da consciência crítica e ao incentivo ao uso ético e consciente das tecnologias digitais. Além disso, a atividade contribui para a formação cidadã dos estudantes, estimulando o respeito à diversidade e o enfrentamento de diferentes formas de discriminação no ambiente virtual e no social.
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