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Imersão no SUS em Guajará-Mirim transforma a formação em saúde e fortalece o cuidado na fronteira

Publicado: Sexta, 15 de Mai de 2026, 12h20 | Última atualização em Sexta, 15 de Mai de 2026, 12h20 | Acessos: 232

VerSUS Guajará 13O fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a transformação interna na formação de futuros profissionais ganharam um novo capítulo na "Pérola do Mamoré".

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Guajará-Mirim, em conjunto com instituições parceiras, está sediando a edição local do Programa de Vivências no Sistema Único de Saúde (VerSUS). Com sete dias de imersão profunda, o programa reúne estudantes de graduação e residentes de diversos cursos da área da saúde, vindos de várias partes de Rondônia, Acre e outros estados.

O Programa de Vivências no SUS é uma estratégia de abrangência nacional do Ministério da Saúde, construída em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Em Guajará-Mirim, o projeto ganha contornos amazônicos e de fronteira por meio de uma robusta rede de cooperação institucional que une o IFRO, a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), a Secretaria Municipal de Saúde e a Organização Indígena Oro Wari.

Para a Professora da área de Enfermagem do IFRO e uma das idealizadoras do projeto no município, Cintia Aparecida Rodrigues Shiraishi, o coração do programa bate no ritmo da coletividade. "O programa acontece em um formato de imersão de sete dias, com foco total no trabalho em equipe, na promoção da equidade e na indução de mudanças essenciais nos modelos de atenção e gestão. É uma oportunidade valiosa que promove a integração real entre ensino, serviço e comunidade, fortalecendo a defesa do SUS e incentivando a participação popular", descreve a docente.

 

Toque humano e transformação interna

VerSUS Guajará 10Mais do que uma visita técnica ou o cumprimento de carga horária, as "Vivências" exigem que os estudantes — chamados de viventes — sintam a pulsação da saúde pública onde ela acontece: no encontro com a população. Ao percorrer os corredores do hospital local e conhecer de perto a realidade das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os futuros profissionais são tocados por uma realidade que os livros não conseguem descrever com a mesma intensidade.

Esse impacto é traduzido nas palavras de Kallyane Victória de Oliveira, estudante do 9° período de Enfermagem, vinda do município de Vilhena (RO). Para ela, a jornada tem sido um marco divisor em sua trajetória. "Vivenciar o VerSUS em Guajará-Mirim tem sido uma experiência transformadora, que vai além das práticas em saúde. Cada visita às unidades de saúde e cada contato com os profissionais locais revelam a força do SUS em sua essência mais genuína", relata a vivente.

Kallyane observa com sensibilidade os contrastes e as belezas do sistema local de saúde. "O hospital destaca-se pelos recursos que contribuem para a dignidade do cuidado, enquanto as equipes das UBSs, com seu compromisso e dedicação, evidenciam o verdadeiro valor do acolhimento", pontua ao se referir às Unidades Básicas de Saúde.

 

Cuidado que ultrapassa fronteiras

Em uma região transfronteiriça e de imensa riqueza intercultural, Guajará-Mirim não apenas sedia o evento, mas acolhe os estudantes, apresentando-se como um laboratório vivo de humanidade e resistência. O contato direto com diferentes realidades, incluindo a escuta de comunidades tradicionais e povos indígenas por meio da parceria com a Organização Oro Wari, redefine o papel social do profissional de saúde.

"Nesse processo, nós, inseridos nessa imersão, percebemos também a transformação da nossa formação", reflete Kallyane. "Não se trata apenas de um avanço acadêmico, mas de uma profunda mudança interna. Estamos nos tornando profissionais mais humanos, mais críticos e mais preparados não apenas para atuar, mas para fazer parte da transformação, tanto na profissão quanto na vida", completa.

Ao encerrar os dias de imersão, os participantes avaliam que o saldo do VerSUS vai muito além dos relatórios e fotos registradas pelas equipes. A edição de Guajará-Mirim se alinha ao papel do IFRO e das instituições parceiras em formar cidadãos que enxergam a saúde pública com empatia e técnica. "A Vivência do SUS tem nos ensinado sobre resiliência e sobre como o cuidado ultrapassa fronteiras", resume a estudante Kallyane.

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