Ciclo de palestras do “Abril Azul” traz informações sobre o autismo e educação inclusiva no Campus Ariquemes
Servidores e estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Ariquemes, participaram de ações do Abril Azul, nos dias 7 e 8 deste mês. Organizado pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne), reuniu especialistas, docentes e alunos para debater autonomia, direitos e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta. O objetivo foi ampliar o entendimento da comunidade acadêmica sobre o tema, fomentando reflexões sobre o respeito à diversidade e o fortalecimento da educação inclusiva na prática diária da instituição.
A programação teve início na tarde do dia 7, no Auditório do Museu, com um momento de grande sensibilidade: a apresentação da música "Pintor do Mundo", interpretada pelo grupo Ecos do Céu, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ariquemes. Logo após a abertura oficial, o Professor Hilter Gomes Videira, Mestre em Educação e especialista em Ciências Neurológicas e Educação Especial Inclusiva, ministrou a palestra "Autismo e Inclusão: Autonomia se constrói com apoio", destacando a importância da rede de suporte no desenvolvimento de pessoas neurodivergentes.
No período noturno, o debate voltou-se para a esfera jurídica e de cidadania com o tema "Direitos da pessoa com deficiência: uma abordagem com ênfase no Autismo". A mesa foi conduzida por Cristiane Ribeiro Bissoli Mallmann e Edson Luiz Ribeiro Bissoli, ambos são advogados com experiência em Direito da Saúde e na defesa de famílias atípicas. Durante a explanação, os profissionais detalharam os caminhos legais para garantir o acesso a tratamentos e a efetivação dos direitos fundamentais das pessoas com TEA nas esferas administrativa e judicial.
O ciclo foi encerrado na manhã do dia 8, trazendo luz a uma temática fundamental: "O Autismo na vida adulta". As palestrantes Joelma Nascimento Oliveira e Mônica Regina de Oliveira Tortoreli proporcionaram ao público a união entre conhecimento técnico — englobando as áreas de Pedagogia, Psicologia e Terapia Ocupacional — e suas valiosas vivências diárias como mães atípicas.
Segundo a organização, a ampla participação de turmas e docentes do Campus Ariquemes ao longo dos dois dias de evento contribui com o desenvolvimento de uma postura mais empática e informada diante das necessidades das pessoas com autismo, consolidando a escola como um espaço de respeito e verdadeira inclusão, uma vez que o autismo ainda é muito estigmatizado e cercado de mitos.
O impacto das palestras foi sentido por todos os presentes. "Muitas vezes, a exclusão acontece por pura falta de conhecimento. Ouvir profissionais e, principalmente, mães atípicas compartilhando suas vivências, humaniza o tema. Saímos daqui não apenas com informações técnicas, mas com um olhar muito mais empático e preparados para conviver com a diversidade", relatou um dos participantes.
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