Projeto Comunidades Fortes II amplia apoio a agricultores familiares e povos indígenas em Rondônia
O Projeto Comunidades Fortes II, idealizado e executado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), vem atuando no fortalecimento da produção familiar camponesa e das comunidades tradicionais de Rondônia. A iniciativa atende diferentes regiões de Rondônia e vem promovendo a entrega de implementos agrícolas, veículos e equipamentos estratégicos para associações rurais e povos indígenas.
“O projeto Comunidades Fortes é um marco nas ações de pesquisa e extensão do IFRO. A metodologia do projeto é o grande diferencial, pois o ponto de partida da ação é a escuta da comunidade. É a experiência em que a academia não vai buscar algo na comunidade, mas atua no intuito de contribuir naquilo que a comunidade apresenta como necessidade”, explica o Coordenador Márcio Moreira Costa. Professor do Campus São Miguel do Guaporé, ele também ressalta ser “um projeto de muitas mãos com foco no fortalecimento dos circuitos produtivos e no respeito às comunidades atendidas”.
Na primeira etapa do projeto (2025/2026), foram entregues implementos agrícolas destinados a associações de trabalhadores rurais dos Assentamentos Antônio Conselheiro, em Theobroma; Margarida Alves e Palmares, em Nova União. A experiência dessas comunidades com o projeto é muito positiva. Morador do assentamento Margarida Alves, o Senhor João destaca: “quero aqui fazer dois agradecimentos. O primeiro agradecimento é ao IFRO pela parceria firmada conosco, através do projeto Comunidades Fortes II. Essa parceria, com a articulação do Professor Marcel, trouxe para gente implementos para fortalecer a agricultura familiar aqui do assentamento. Em segundo lugar, agradeço ao Senador Confúcio Moura pela destinação da emenda ao IFRO e, por meio dela, nós fomos contemplados”.
Na comunidade Madre Cristina, em Ariquemes, a líder comunitária, Senhora Zonália, sentiu que foram acolhidas as demandas apresentadas: “a gente vem aqui agradecer ao IFRO, na pessoa do Reitor Moisés. Foi com ele a nossa primeira conversa, e ele recebeu de braços abertos e colocou uma equipe disponível para nos atender, pelo Comunidades Fortes. Estamos muito felizes porque essa é uma conquista que há muitos anos a gente vem ‘peleando’ para conseguir”. Ela mostra que “dessa vez nos vamos colocar a nossa agroindústria para funcionar e termos café embalados para entregar no PAA, nos PNAE... no mercado. E assim vamos fortalecer a nossa agricultura camponesa e familiar”.
Os equipamentos destinados às comunidades têm como objetivo ampliar a capacidade produtiva, fortalecer a autonomia das famílias assentadas e incentivar práticas sustentáveis de manejo da terra.
Também nessa fase inicial, o projeto atendeu à Associação de Moradores da Comunidade Indígena Kaxarari-Paxiuba, localizada em Extrema de Rondônia, distrito de Porto Velho. A inclusão da comunidade reforça o compromisso da iniciativa com o apoio a povos originários, contribuindo para a soberania alimentar e a proteção territorial.
A segunda fase, em execução entre janeiro e julho de 2026, amplia o alcance das ações. Um dos destaques é a construção e a entrega de uma embarcação tipo rebocador/empurrador para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de Guajará-Mirim. A embarcação está em construção pela empresa Estaleiro Capitão. O equipamento será utilizado no atendimento às comunidades indígenas situadas às margens dos rios Mamoré–Guaporé, ampliando a capacidade logística e a segurança das operações na região.
Outra aquisição importante é uma picape de grande porte, destinada à Funai de Cacoal, que atuará no atendimento aos povos Suruí, Cinta-Larga, Apurinã, Kwazá e Sakyrabiá. O veículo permitirá maior mobilidade e suporte às ações de proteção territorial, transporte de insumos e fortalecimento produtivo.
Para o Coordenador Regional da Funai/Cacoal, Rubens Naraikoe Suruí, o equipamento recebido será fundamental para o desenvolvimento das ações “em prol das comunidades indígenas”. “Em nome da Funai de Cacoal, quero agradecer ao Senador Confúcio Moura o apoio concedido. Estamos recebendo uma caminhonete pelo projeto Comunidades Fortes II, que nos faz avançar nas atividades desta coordenação. Obrigado”, diz.
A segunda etapa do Comunidades Fortes II incorporou a Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR), sediada em Porto Velho, e deu continuidade ao acompanhamento do Assentamento Águas Claras, em Vilhena, já integrado ao projeto desde 2025.
Apoio às comunidades
As ações do Projeto Comunidades Fortes II ganharam novo impulso com a parceria da Fundação de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão do Instituto Federal do Ceará (FAIFCE) e com o recebimento de recursos do Orçamento Geral da União, via emenda parlamentar.
Com a ampliação das entregas e o envolvimento de diferentes comunidades rurais, indígenas e tradicionais, o Professor Márcio Costa destaca que o Projeto Comunidades Fortes II se consolida como uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento rural sustentável em Rondônia. A ação promove inclusão, autonomia e melhores condições de vida para populações historicamente responsáveis pela preservação sociocultural e ambiental do estado.
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