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Café com Diversidade no Campus Calama promove reflexão e homenagem às mulheres

Publicado: Terça, 17 de Março de 2026, 08h44 | Última atualização em Terça, 17 de Março de 2026, 08h44 | Acessos: 251

Alyne no Café com DiversidadeUm momento de descontração reuniu na manhã de quinta-feira, 12, os servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, que participaram do Café com Diversidade, organizado pela Coordenação de Gestão de Pessoas (CGP) para homenagear as mulheres neste mês de março e refletir sobre os principais enfrentamentos no cotidiano e em seus campos de atuação.

O Coordenador da CGP, Smith de Oliveira, explicou na ocasião que o Projeto “Café com Diversidade: Valorização e Integração no IFRO” tem como objetivo promover espaços de diálogo e integração entre os servidores. Serão quatro encontros do projeto no formato de café coletivo, com tópicos relacionados à diversidade, equidade e inclusão, como benefícios da diversidade no ambiente de trabalho, equidade de gênero e valorização de diferentes origens, identidades, orientações sexuais e experiências.

Para o primeiro encontro e para marcar o Dia Internacional da Mulher como uma proposta de reflexão coletiva, foi convidada a Professora de Educação Física, Alyne de Fátima Lourenço dos Santos, que foi recém-nomeada para compor a comissão responsável pela elaboração do projeto de implantação do Núcleo de Gênero e Diversidade (Nugedi) do Campus Calama. No início do encontro, o Diretor-Geral do campus, Willians de Paula Pereira, cumprimentou os participantes do evento e disse que esses momentos são importantes para promover reflexões que levem à construção de relações mais justas e respeitosas.

Alyne Lourenço explicou que ela e as Professoras Maria Rita Berto de Oliveira e Iranira Geminiano de Melo foram nomeadas para organizar o Nugedi, que terá uma articulação estadual junto a todos os campi do IFRO. Ao agradecer e manifestar sua satisfação pela nomeação, ela fez um breve histórico sobre sua trajetória. Natural de Maceió (AL), relatou que chegou a Rondônia há cerca de 15 anos, inicialmente para atuar em Ariquemes, e posteriormente passou a integrar o quadro de servidores do Campus Calama, onde trabalha desde 2016.

Lutas por Direitos e Igualdade

Durante sua fala, Alyne destacou que o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem origem nas lutas históricas das mulheres por melhores condições de trabalho, direitos e igualdade, e alertou para a necessidade de não se reduzir a data a um momento meramente comemorativo ou comercial. “Não é que as mulheres não queiram flores ou presentes, mas é importante lembrar que essa data nasceu de muitas lutas e mobilizações por direitos”, afirmou.

A docente também ressaltou que, apesar de avanços importantes, muitas conquistas são recentes e ainda insuficientes. Entre elas, mencionou legislações como a Lei Maria da Penha, que completou duas décadas, e a Lei do Feminicídio, além de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Outro ponto abordado foi o crescimento dos casos de violência de gênero. Alyne chamou atenção para dados que apontam o aumento das ocorrências no país e na região Norte, ressaltando que estados como Rondônia, Acre e Tocantins apresentam índices preocupantes. Segundo ela, o tema precisa ser debatido de forma permanente, inclusive nos espaços educacionais.

Também alertou para a influência de grupos virtuais que disseminam discursos de ódio contra mulheres, especialmente entre adolescentes. “Esses ambientes, muitas vezes vinculados a plataformas de jogos e redes sociais, acabam incentivando comportamentos violentos e misóginos”. Diante desse cenário, Alyne enfatizou a importância de fortalecer redes de apoio entre mulheres e criar espaços de diálogo dentro das instituições. Para ela, momentos como o Café com Diversidade contribuem para ampliar a escuta e a troca de experiências.

Precisamos de espaços onde possamos conversar, compartilhar experiências e nos fortalecer enquanto mulheres. Muitas vezes são as próprias colegas que percebem os primeiros sinais de violência e conseguem oferecer apoio”, destacou. Outro aspecto ressaltado foi a diversidade das experiências femininas. Alyne lembrou que existem múltiplas formas de ser mulher, considerando diferenças sociais, culturais e identitárias, e que o respeito a essa pluralidade é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Muitas vezes, quando mulheres se posicionam de forma firme ou incisiva, acabam sendo rotuladas com estereótipos negativos, enquanto atitudes semelhantes de homens são vistas de forma diferente. Esse tipo de julgamento evidencia desigualdades ainda presentes nas relações sociais.

Outra ênfase foi a necessidade e a importância de envolver os homens no debate, uma vez que a discussão de igualdade e respeito não deve ser apenas um tema para mulheres. A participação masculina foi citada como um aspecto positivo para que se possam promover mudanças culturais.

Durante o encontro também foi mencionada a participação das mulheres no próprio campus. Atualmente, o quadro de servidores conta com 117 mulheres e 171 homens, além de várias servidoras afastadas para qualificação, como cursos de doutorado, o que demonstra o investimento feminino na formação acadêmica e no fortalecimento da atuação profissional. Outras participantes do evento também compartilharam reflexões sobre o tema. Uma das falas destacou que discutir a valorização das mulheres é fundamental também no ambiente educacional, especialmente para orientar estudantes e prevenir comportamentos de desrespeito e violência.

A Diretora de Ensino, Sheylla Chediak também citou um relatório do Banco Mundial utilizado em atividades em sala de aula, que aponta o aumento da violência de gênero durante o período de isolamento social na pandemia de covid-19. A discussão com estudantes de diferentes idades permitiu refletir sobre diversas formas de violência, desde microagressões verbais até situações mais graves. Ela citou um exemplo recente envolvendo um estudante que apresentou comportamento inadequado. O caso foi tratado pela instituição como uma oportunidade educativa, buscando orientar o aluno e evitar que atitudes de desrespeito se transformem em comportamentos agressivos no futuro.

O encontro foi encerrado com uma atividade interativa proposta pela Professora Alyne, na qual os participantes foram convidados a refletir e registrar características que definem o que é ser mulher, estimulando o diálogo e a valorização da diversidade de experiências femininas. Também foram sorteados brindes e plantas aos participantes. A iniciativa integrou as ações do campus voltadas à valorização da diversidade e ao fortalecimento de ambientes institucionais mais inclusivos e respeitosos.

 

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  • Diretor_Willians_fala_aos_presentes
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