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IFRO realiza debate sobre violência contra a mulher

Publicado: Segunda, 16 de Março de 2026, 06h13 | Última atualização em Segunda, 16 de Março de 2026, 06h20 | Acessos: 134

A ação marca as atividades propostas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) durante o mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher

Na tarde de ontem, 5 de março, foi realizada a live “Mulher Protegida e Segura: respeito é a única opção”, transmitida pelo canal do IFRO no YouTube. O debate integra o programa “Mulheres IFRO – Voz, Poder e Proteção” e contou com a participação de lideranças femininas do estado de Rondônia, integrantes de órgãos que atuam diretamente na proteção de mulheres.

A abertura foi realizada pelo Reitor do IFRO, Moisés Rosa, que destacou a importância do tema como a primeira live de lançamento do programa, o qual traz protagonismo às mulheres do IFRO. “Hoje é um dia histórico para a nossa instituição. Estamos há bastante tempo empenhados na proteção da mulher e estamos concedendo voz e proteção às mulheres servidoras e alunas do Instituto Federal”, afirmou o reitor.

O debate foi mediado pela Professora Elisangela Ferreira, e teve a participação da Superintendente-Chefe do Ministério Público Federal em RO, Daniela Lopes de Farias; da Superintendente Regional da Controladoria-Geral da União em RO, Sônia Silva; da Delegada responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente em Porto Velho-RO, Cheila Mara Bertoglio; e da Superintendente Regional da Polícia Federal, Fabiana Martins Machado.

Debate – Foram abordadas a importância de debater o tema, principalmente entre os jovens, e as diversas formas de violência contra as mulheres. Além disso, foram esclarecidas as formas e os canais de denúncia dos órgãos responsáveis, bem como a atuação dessas instituições no enfrentamento dessa violência.

Fabiana Machado, em sua primeira intervenção durante a live, abordou a temática da violência contra a mulher no ambiente digital, que é uma das frentes de atuação da Polícia Federal. Segundo ela, muitas pessoas acreditam que, por estarem por trás de uma tela ou utilizando nomes falsos, podem cometer crimes na internet. Situações como violência psicológica, ameaças e divulgação de imagens íntimas podem ser denunciadas por meio do canal Comunica PF, no qual é possível registrar ocorrências e anexar documentos sem a necessidade de deslocamento presencial.

Fabiana alertou que, em situações desse tipo, a vítima deve preservar as evidências, como capturas de tela e registros das mensagens.  “É importante guardar a materialidade do que aconteceu. Se você é vítima, faça os prints e preserve esse conteúdo”, explicou.

A palestrante destacou que o combate à violência contra a mulher depende da atuação conjunta das instituições. “Esse é um esforço de todas as instituições. Ninguém, sozinho, conseguirá enfrentar essa questão”, afirmou.

Ao responder sobre os primeiros passos para denunciar casos de violência, a representante da delegacia, Cheila, explicou que crianças e adolescentes devem, inicialmente, procurar uma pessoa de confiança para relatar o que estão vivenciando. Segundo ela, esse apoio pode vir de familiares, como pais, avós ou tios, ou ainda de profissionais da escola, como professores. Caso não haja alguém próximo para recorrer, existem canais institucionais disponíveis para buscar ajuda, como o Conselho Tutelar, o telefone 190, da Polícia Militar, e o 197, canal de denúncias da Polícia Civil.

Cheila destacou ainda que a denúncia pode ser registrada em qualquer delegacia da Polícia Civil, que posteriormente encaminhará o caso à delegacia especializada na proteção à criança e ao adolescente. A delegada reforçou que crianças e adolescentes podem procurar ajuda diretamente junto às autoridades, mesmo sem a presença de um responsável. “Se ela conseguir se comunicar, pode ligar para a Polícia Militar ou para a Polícia Civil. Nós vamos dar um jeito de protegê-la e acolhê-la nesse momento”, afirmou.

A Dra. Daniela destacou a educação e a conscientização como elementos centrais no enfrentamento à violência de gênero. Segundo ela, iniciativas como as lives promovidas ao longo do mês são importantes para ampliar o debate e disseminar informações para a sociedade. A especialista ressaltou ainda a necessidade de envolver também homens e meninos nessas discussões, para que o tema não se restrinja apenas ao diálogo entre mulheres. “É importante chamar os homens e os meninos para participar, para que eles compreendam os desafios e a importância de respeitar os limites das pessoas em qualquer circunstância”, afirmou. Daniela também reforçou que o respeito à vontade do outro é um princípio fundamental para a construção de relações mais saudáveis e seguras, e agradeceu pelo convite e pela oportunidade de contribuir com a divulgação das instituições que atuam no enfrentamento à violência.

Para assistir, acesse o canal do IFRO no YouTube: clique aqui.

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