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Mestrado ProfGEO realiza trabalhos de campo em comunidades rurais e quilombolas

Publicado: Quarta, 25 de Fevereiro de 2026, 08h07 | Última atualização em Quarta, 25 de Fevereiro de 2026, 08h07 | Acessos: 149

PROFGEO 3Sediado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Cacoal, o Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Geografia em Rede (ProfGEO/IFRO) tem aprimorado o processo formativo de seus estudantes, mediante trabalhos de campo que promovem o ensino de Geografia, a Educação Ambiental e a interação com povos e comunidades tradicionais de Rondônia.

As ações, planejadas e executadas conjuntamente pela Coordenação Local do ProfGEO e pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Propesp/IFRO), contaram como o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do projeto “Currículo Azul: educação e popularização da Ciência para a Promoção da Justiça Climática nos Territórios da Cidadania e Territórios Rurais de Identidade de Rondônia/BR (Processo: 443435/2025-1)”, aprovado na Chamada Pop Ciência CNPq / MCTI Nº 11 / 2025 – 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2025).

Dentre essas ações, constam a oficina de Recomposição de Nascentes, que envolveu estudos teóricos e práticos, com trabalhos de campo na zona rural dos municípios de Rolim de Moura e Novo Horizonte do Oeste, realizada nos dias 12 a 14 de dezembro de 2025, e a oficina de Introdução à Aerofotogrametria com drone, realizada no período de 15 a 20 de fevereiro de 2026, a trilha ecológica na localidade denominada Labirinto, em Costa Marques, e a visita guiada ao Real Forte Príncipe da Beira.

Na ocasião, na comunidade Quilombola do Forte, os estudantes também tiveram a oportunidade de participar de palestra sobre o tema História e Patrimônio: desafios da conservação do Real Forte Príncipe da Beira, de Oficina de Construção Coletiva (mutirão), oficina de produção de geotintas, e produção de um painel (obra coletiva) com as tintas produzidas a partir de terra de cores e texturas extraídas das margens do Rio Guaporé. No painel, que contou com a participação de crianças e adultos da comunidade quilombola, foram representados, de modo livre, elementos da paisagem significativos para aquela comunidade quilombola.

Para o Coordenador do ProfGEO no IFRO, Tiago Roberto Silva Santos, as atividades realizadas foram oportunidades especiais de ensino, extensão e estímulo à pesquisa, contribuindo com a formação dos discentes, com a melhoria da interação entre estudantes e professores, e a melhoria da interação do IFRO com a comunidade externa. “Dialogar com agricultores familiares e quilombolas, conhecer seus territórios e se aproximar de suas lutas cotidianas é uma oportunidade pedagógica enriquecedora, pois amplia o conhecimento geográfico e fortalece a cidadania”.

Docente do ProfGEO, Reginaldo Martins explica que as atividades de campo são fundamentais na formação acadêmica dos geógrafos, uma vez que, “a imersão no território possibilita a integração entre teoria e prática e um conhecimento mais abrangente acerca dos vários aspectos que compõem o objeto observado”.

No que se refere à oficina e ao trabalho de campo sobre recomposição de nascentes, realizada em dezembro de 2025, Iago Ribeiro da Silva, discente do ProfGEO, destacou: “a demanda por água é cada vez mais crescente, e nesse sentido, é fundamental aprendermos como cuidar das nascentes e recuperar as que se encontram em processo de degradação. Agradeço à Propesp e à Coordenação do Mestrado, pela oportunidade de aprender mais sobre o tema e de vivenciar essas ricas experiências em campo”.

Quanto às experiências vivenciadas junto à comunidade quilombola Forte Príncipe, no município de Costa Marques, a mestranda Léia Marcia Kempim se manifestou dizendo que “gostaria de agradecer à Professora Xênia pelo convite e pelo apoio aos alunos do ProfGEO para participarmos de mais uma atividade da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFRO. Agradeço também ao Professor Tiago, nosso coordenador e aos demais professores que compartilharam conosco seus trabalhos desenvolvidos e em desenvolvimento na comunidade quilombola do Forte Príncipe da Beira. Foi uma vivência extremamente significativa, que ampliou nossa compreensão sobre a importância dos projetos para a comunidade e para a formação acadêmica”.

Sou igualmente grata pela oportunidade de participar do curso de Aerofotogrametria, que certamente enriquecerá nosso currículo e fortalecerá nossa prática em sala de aula, permitindo trabalhar os conteúdos afins com mais propriedade e exemplos concretos. Saímos dessa experiência fortalecidos, resilientes, esperançosos e ainda mais comprometidos com o futuro da geografia”, completou a acadêmica.

Pró-Reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação e docente do curso, Xênia de Castro Barbosa informou que as ações realizadas promoveram, de forma indissociável o ensino, a pesquisa e a extensão, fortalecendo a ciência e sua divulgação em bases dialógicas e democráticas.

 

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