IFRO fortalece a luta antirracista com formações durante a Semana Pedagógica 2026
Durante a Semana Pedagógica 2026, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) reafirmou seu compromisso com a promoção da equidade racial e o enfrentamento do racismo institucional por meio da realização de formações voltadas à educação antirracista em diferentes campi da instituição.
No Campus Jaru, a formação “Da consciência à ação: letramento racial e o enfrentamento do racismo institucional no IFRO” foi conduzida pela Chefe do Departamento de Inclusão e Diversidade (DEID/IFRO), Mônica Apolinário. A atividade constituiu um espaço qualificado de reflexão crítica sobre diversidade, igualdade de direitos e o papel das instituições públicas no enfrentamento das desigualdades raciais, contribuindo para o fortalecimento de práticas institucionais mais inclusivas.
Segundo o Diretor de Ensino do Campus Jaru, Warley José Campos Rocha, a formação representou “um marco fundamental e um passo decisivo na promoção de um ambiente educacional que reflete e busca garantir a igualdade diante da diversidade”. Para o docente, ações formativas dessa natureza são essenciais para que os servidores não apenas reflitam, mas também internalizem a urgência do combate ao racismo estrutural, à xenofobia e às diversas formas de intolerância ainda presentes na sociedade.
Ao incorporar o letramento racial às práticas institucionais, o IFRO fortalece o compromisso com uma comunidade acadêmica pautada no respeito às pluralidades e na igualdade de direitos. A mesma formação foi realizada pela Professora Mônica Apolinário no Campus Ariquemes, alcançando servidores de diferentes setores e fortalecendo a compreensão de que o enfrentamento ao racismo institucional deve perpassar tanto os espaços pedagógicos quanto os administrativos, consolidando-se como política institucional permanente.
Para a Diretora de Ensino do Campus Ariquemes, Dilma Farias de Araújo, a atividade promoveu reflexões fundamentais sobre diversidade, respeito e equidade no contexto educacional, além de destacar a importância da atuação integrada entre ensino, pesquisa e extensão como estratégia para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas. Ela explica que a ação contribuiu significativamente para a formação continuada dos participantes e para o fortalecimento de uma cultura institucional comprometida com a igualdade racial.
A Professora Mônica ressaltou que a realização de formações voltadas à pauta antirracista no IFRO é, não apenas necessária, mas urgente. Para ela, iniciativas como as desenvolvidas durante a Semana Pedagógica 2026 precisam ser ampliadas e servir de inspiração para outras unidades da instituição. “Formações sobre letramento racial e enfrentamento do racismo institucional são fundamentais para que possamos avançar enquanto instituição pública comprometida com a equidade. Ainda há um longo caminho a percorrer. Muitas práticas discriminatórias, frequentemente naturalizadas no cotidiano institucional, produzem desigualdades e exclusões. Enfrentá-las é indispensável para minimizar o racismo institucional e garantir que o IFRO seja, de fato, um espaço de inclusão, respeito e justiça social”, destacou.
A docente reforçou ainda que a formação continuada dos servidores, aliada ao fortalecimento de núcleos e instâncias de diversidade, é estratégica para transformar reflexões em ações concretas, impactando positivamente tanto as práticas pedagógicas quanto os processos administrativos da instituição.
Inclusão e Diversidade
No Campus Vilhena, as ações da Semana Pedagógica 2026 contaram com a atuação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi/Vilhena), que promoveu, no dia 3 de fevereiro, um encontro imerso em práticas voltadas à educação antirracista e ao letramento racial. A atividade contou com o apoio da Direção de Ensino, que, por meio de um olhar atento e sensível, garantiu não apenas o espaço formativo, mas também o respaldo necessário para o fortalecimento das ações do Núcleo.
Durante o encontro, os(as) servidores(as) participaram de provocações e reflexões que os(as) levaram a questionar a importância de construir uma educação comprometida com o respeito e a valorização das identidades raciais, étnicas, de gênero, entre outras. As atividades foram conduzidas pelos Professores Paulo Severino (IFRO) e Rodrigo Pedro Casteleira, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
Na dinâmica inicial, os participantes foram organizados em grupos e convidados a escolher um sonho coletivo. A partir dessa escolha, cada grupo elaborou um texto com um personagem construído a partir de categorias previamente definidas, como gênero, raça e deficiência. A atividade revelou-se especialmente significativa ao possibilitar a construção de um espaço de empatia, escuta e compreensão acerca das diferentes trajetórias e desafios vivenciados por diversos sujeitos na sociedade e no contexto educacional.
A culminância do encontro ocorreu com uma palestra sobre ações antirracistas, configurando-se como um momento de aprofundamento nas questões étnico-raciais que atravessam as estruturas da sociedade brasileira. As reflexões compartilhadas reforçaram a compreensão de que o letramento racial e a educação antirracista são fundamentais para a desconstrução de preconceitos e estereótipos, a promoção da igualdade racial, o reconhecimento e a valorização da diversidade, o fortalecimento das identidades de estudantes e servidores(as) e o desenvolvimento de uma consciência crítica coletiva no âmbito institucional.
DEID/IFRO
Ligado à Diretoria de Assistência Estudantil da Pró-Reitoria de Ensino (DAE/Proen), o Departamento de Inclusão e Diversidade é responsável pela promoção e fomento das práticas voltadas à valorização das diversidades étnico-raciais, culturais, sociais e de gênero, no âmbito do IFRO.
Conforme informações do Departamento, as formações realizadas nos Campi Jaru, Ariquemes e Vilhena evidenciam o avanço do IFRO na incorporação da temática étnico-racial em seus espaços formativos, reafirmando o compromisso da instituição com uma educação pública, inclusiva, democrática e socialmente referenciada. “Iniciativas como essas consolidam a formação continuada como estratégia central para transformar reflexões em ações concretas, contribuindo de forma efetiva para o enfrentamento do racismo institucional e para a construção de ambientes educacionais mais justos e equitativos”, finaliza a Professora Mônica.
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