Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Ji-Paraná realiza evento para destacar a cultura indígena

Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 18h06 | Última atualização em Segunda, 24 de Abril de 2017, 10h31 | Acessos: 708

Abril Indígena Campus Ji Paraná 2

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Ji-Paraná, dando continuidade ao projeto "Abril indígena", organizou uma mesa redonda com representantes indígenas e da etnia Cinta Larga, a fim de refletir o contexto indígena em Rondônia. O evento buscou proporcionar instrumentos de visibilidade e empoderamento destes povos diante dos não indígenas.

Durante o evento também foi organizada uma feira de artesanato e pintura corporal que contou com a participação de alunos do campus. Além disso, aconteceu uma exposição fotográfica na Unir, roda de conversa e palestra com o objetivo de realizar um panorama sobre a situação dos povos indígenas no Estado.

A estudante do IFRO, Nathiely Oliveira Nunes, ressaltou que a mesa-redonda ajudou a mostrar os valores, a cultura e a linguagem do povo Cinta Larga. “Eu vi como é difícil eles terem que aprender a língua deles e a portuguesa ao mesmo tempo, quando criança. Além disso, vi que eles sofrem muito preconceito, já que os brancos tem uma visão totalmente errada deles”, afirmou.

O projeto ainda auxiliou a trazer uma visão diferenciada sobre a cultura indígena. “Muitas vezes temos preconceito, achando que são totalmente beneficiados pelo governo, mas a realidade não é bem essa”, disse o aluno do IFRO, Lucas José Rodrigues Clementino.

A estudante Rozilene Magipo dos Santos Sakyrabiar, acadêmica  da UNIR, analisou que o projeto é relevante para que haja respeito pelas diferenças étnicas e culturais. “Para nós povos indígenas, isso é importante para que os jovens saibam da nossa existência, e principalmente para que eles saibam que nós só queremos que nos respeitem, por termos um modo diferente de ser”, finalizou.

O projeto

O projeto, que ocorreu em diferentes localidades, se propõe a ser um instrumento de visibilidade para que estes povos, representados pelos acadêmicos indígenas da Unir e pelas lideranças tradicionais, pudessem ser vistos e ouvidos pelos alunos do IFRO. A organizadora do evento e professora do Campus Ji-Paraná, Lediane Fani Felzke, explicou que a palestra realizada na Unir de Rolim de Moura foi produtiva para conversar com alunos passando um panorama dos povos indígenas e inserindo o tema dos povos e etnias não ocidentais.

A professora da Unir de Ji-Paraná, Gicele Sucupira, alertou que o momento é de ameaça aos direitos indígenas. “O diálogo, a integração nesse contexto faz-se necessária para que as ações não sejam pontuais e isoladas. O IFRO tem cursos técnicos como florestas que são tangenciados pelas discussões sobre reservas, terras indígenas”, explicou. 

Fim do conteúdo da página