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Estudantes de Edificações fazem visita técnica ao Forte Príncipe da Beira

Publicado: Quinta, 23 de Novembro de 2017, 09h30 | Última atualização em Quinta, 23 de Novembro de 2017, 18h39 | Acessos: 163

Visita ao Forte Princípe 1

Os estudantes do quarto ano do Curso Técnico em Edificações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, realizaram visita técnica ao Forte Príncipe da Beira em Costa Marques (RO), nos dias 12 a 15 de novembro.

Proposta pela disciplina de História, a visita demonstrou a formação do território brasileiro no período colonial, no tocante a construção da fronteira e ocupação portuguesa na Amazônia e formação do atual Estado de Rondônia. A atividade também trabalha a memória e a formação do espaço rondoniense, oportunizando aos estudantes do IFRO Calama contato com livros, fotografias e documentos históricos, seguida pela visita técnica ao Real Forte Príncipe da Beira e a comunidade quilombola Forte Príncipe, que foi reconhecida pela Fundação Palmares, mas ainda não está titulada.

Os estudantes tiveram contato com o patrimônio Histórico Cultural do Forte e observaram os aspectos arquitetônicos da obra, com reais informações históricas e geopolíticas, com vistas a refletir sobre o domínio português na Amazônia e produzir relatório sobre os desafios da conservação do Real Forte e da valorização da comunidade quilombola.

 “A visita técnica à Costa Marques frisa em sua essência a história colonial de Rondônia. A disputa entre portugueses e espanhóis pelo ouro e pelo território levou o império português a construir o Forte que garantiu o domínio português sobre o vale do Guaporé, essa que vem revelar muito sobre a história brasileira, como também sobre o povo espanhol que hoje é o lado boliviano, uma visita que possibilitou mostrar a mistura de povos que habitam a região, povos brasileiros, bolivianos e indígenas”, explica o Professor de História, Uilian Nogueira.

Segundo o docente, foi levado em consideração, para a concretização do projeto, que os cursos do Instituto Federal de Rondônia, principalmente os técnicos integrados de nível médio, destinam-se a formar para o mercado de trabalho. Isso inclui “ofertar aos egressos que possam atuar nos Arranjos Produtivos Locais (APL), do Estado de Rondônia, é basilar que os alunos conheçam a história do Estado, e o principal monumento do patrimônio histórico e cultural é o Real Forte Príncipe da Beira, que deve ser preservado e estudado”, complementa Uilian.

Segundo a estudante do Técnico em Edificações, Beatriz Nlai Macedo Araújo, “o IFRO viabilizou a experiência de ver os conhecimentos aprendidos em sala expostos de maneira didática com a visita ao Forte. A trilha no labirinto possibilitou novas experiências na vida acadêmica e realização pessoal”.

Isadora Gonçalves Rodrigues também é do 4° ano em Edificações e diz que mais uma vez pôde ter  “o contato com a educação fora das quatro paredes do IFRO, tive a aula em campo com o professor Uillian mostrando a história da nossa terra, e mais além, tendo o contato com a cultura local e observando de perto o Forte Príncipe da Beira e o Labirinto, que serviram para proteger a fronteira do País no século passado”.

“Como estudante, reconheço o quanto é fundamental conhecer a história do nosso local de origem. A visita ao Forte Príncipe da Beira me permitiu entender um pouco mais sobre a importância do nosso estado no contexto nacional, e principalmente sobre a mistura dos povos indígenas e quilombolas, que detêm forte influência sobre a nossa cultura. O IFRO sempre nos proporciona experiências singulares, e acredito que essa, além de fortalecer nossos laços com a história, também fortalece nossos laços com a instituição, explica a estudante Laura Rafaela Viana.

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