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Encerrada mais uma etapa da oficina de teatro no Calama

Publicado: Terça, 01 de Agosto de 2017, 10h58 | Última atualização em Terça, 01 de Agosto de 2017, 11h25 | Acessos: 393

Oficina de Teatro e Concurso de Esculturas 7

A terceira etapa das oficinas do Teatro do Grupo IFENIX foi encerrada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, no dia 23 de julho.  Os alunos expuseram artes e esculturas que foram criados durante a oficina. Todo o material foi confeccionado com matéria-prima sustentável como: café, trigo, papelão, jornal, garrafas pet, entre outros. Durante a intervenção, apresentaram um teaser do espetáculo "Álcool não é remédio", com a participação de todos os personagens. A estreia oficial da peça de teatro acontecerá no mês de outubro, no encerramento das atividades das oficinas de teatro.

As esculturas apresentadas pelos alunos puderam ser avaliadas pelo público e por uma comissão julgadora. Segundo os coordenadores do projeto, as oficinas de teatro sensibilizam a comunidade escolar para abordagem sobre o assunto drogas na escola e suas consequências para a sociedade. Ainda, nas oficinas, se desenvolvem atividades para a prevenção ao uso indevido de drogas, sensibiliza quanto à criação de grupos de teatro dentro da escola e trabalha a espontaneidade da comunidade escolar por meio da linguagem teatral.

Para Chaila Vanessa de Souza Felício, do primeiro ano do Curso Técnico Integrado em Eletrotécnica, a apresentação serviu como forma de "mostrar ao público a evolução do grupo, que vem trabalhando há seis meses juntos, podendo assim mostrar o que produziram até hoje.  Esperando agradar os presentes no local com uma comédia chamada Álcool não é remédio, em que serão realizadas críticas ao uso de bebidas alcoólicas. Para construção do cenário, cada aluno participante do grupo ficou responsável por elaborar uma parte do que compunha todo o contexto teatral, tendo a liberdade de expressar em suas criações críticas a temas diversos que não estavam explicitas na peça.  A atração retrata a história de uma família de baixa renda em que membros desta utilizam de álcool para ‘solucionar’ seus problemas”.

Durante a atividade, estiveram presentes representantes do CONEN (Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas), Neirival Rodrigues Pedraça e Rui Vieira De Castro. A entidade é quem realiza as oficinas no Campus Calama.  “As iniciativas educacionais de expressão pelas artes, teatro, música e outras relacionadas contribuem sobremaneira para a formação ampla do aluno, pois, potencializam o processo criativo, o protagonismo do aluno e o ‘aprender a conviver’ tão preconizado como um dos pilares para a educação do século XXI. Além disso, o teatro e as artes permitem abordar criticamente importantes temas transversais como o álcool, drogas, violência e outros. Aproveito para agradecer e parabenizar a professora Leia Leandro e o CONEN pela produtiva parceria”, ressaltou o Diretor-Geral do Campus Porto Velho Calama, Marcos Aparecido Atiles Mateus.

No Concurso de Esculturas, o primeiro lugar ficou com Alexandre Macedo Gonçalves, com o título Marionete da Morte. “Esta arte-escultura foi elaborada com base nas técnicas teatrais de Augusto Boal, no qual ele utilizava a ferramenta do teatro para libertar o ser humano das opressões. A arte Marionete da Morte representa as pessoas que se encontram no mundo obscuro das drogas. Nessa arte-escultura foram utilizados os seguintes materiais: papelão, cola a base de trigo e água, gesso, sacos vazios de cimento e fica adesiva. Eu tive essa ideia, pois tenho amigos que infelizmente se encontram nesse mundo das drogas, com a ajuda de alguns amigos consegui concluir essa arte-escultura”, explica Alexandre, que cursa o 3º ano do Curso Técnico Integrado em Informática. Além da conquista do primeiro lugar no concurso, ele também considera importante a mensagem a ser passada: “nesta publicação gostaria de deixar um recado a todos, essas oficinas são de grande importância para manifestar a criatividade, estar envolvido em projetos como esse do teatro, pode mudar muitas atitudes e libertar cada vez mais jovens do caminho sem volta que são as drogas”.

No concurso, o segundo lugar ficou com Eveny Lirian de Souza Felomeno (1º ano Curso Técnico Integrado em Edificações) que fez a escultura “Político Corrupto”. Já o terceiro lugar para Thony da Silva e Hávila Pacífico Sodré, ambos do Curso Técnico Integrado em Química, com as obras “Abuso Infantil” e "Palavras que Cortam", respectivamente. “Na terceira etapa, os participantes da oficina aprenderam, com as técnicas de Augusto Boal, a construir cenários para apresentações teatrais. É muito importante que o artista saiba construir o seu próprio cenários e elementos de cena para poder expressar sua arte. O cenário e as esculturas foram todos construídos com materiais alternativos que podem ser encontrados em qualquer lugar. Não há limites para a criatividade”, conclui a ministrante da oficina de teatro, Leia Leandro.

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