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Projeto Viver Bem na Escola é desenvolvido no Campus Guajará-Mirim

Publicado: Terça, 11 de Setembro de 2018, 13h38 | Última atualização em Terça, 11 de Setembro de 2018, 13h39 | Acessos: 94

Projeto Viver Bem na Escola no Campus Guajará Mirim 1

O IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia), Campus Guajará-Mirim, realizou durante o mês de agosto o Projeto Viver Bem na Escola. Participaram das atividades estudantes dos cursos técnicos da modalidade Integrado ao Ensino Médio juntamente com alunos convidados do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Simon Bolivar.

O Projeto Viver Bem na Escola nasceu a partir dos registros de ocorrência em relação ao respeito às diferenças recebidos nos dois últimos anos pela Coordenação de Assistência ao Educando (CAED/Campus Guajará-Mirim), de modo a criar estratégias de orientação, a fim de colaborar com o crescimento da cidadania e do respeito a si próprio e aos outros estudantes com consciência social.

Segundo a Coordenadora do Projeto, Elaine Márcia Souza Rosa, o Projeto Viver Bem na Escola contou com a colaboração ativa da equipe Biopsicossocial da CAED, juntamente com professores de Língua Portuguesa, de Matemática e de Sociologia, mais a aluna bolsista Ana Ester de Souza Gomes e os alunos colaboradores Samuel Nascimento dos Santos, Otoniel Oro Mon, Murilo Vinícius Alves Sombra e Davi Pereira Rossell. “O IFRO se preocupa com o bem-estar pessoal e social de seus alunos, desenvolvendo, através de seus servidores, atividades que proporcionem aos alunos momentos de reflexão”, analisa a coordenadora.

Segundo a docente de Sociologia, Maria das Graças Freitas de Almeida, as atividades foram desenvolvidas com todas as turmas do primeiro, segundo e terceiro anos, com o objetivo de conscientização e combate ao bullying. “O que mais me chamou a atenção foi a relação de cumplicidade entre as turmas, a liberdade de se manifestarem e criarem um diálogo, onde a linguagem utilizada foi de grande compreensão. Os terceiros anos mostraram maturidade, sensibilidade e conhecimento, pois estudaram inclusive leis para a roda de conversa. Esse tema foi fundamental para esclarecimentos e desmistificação que toda a violência cometida é bullying, ou que somente pessoas fortes fisicamente cometem essa violência, ou que seja somente uma violência escolar. É um tema a ser estudado e debatido sempre para que possamos construir uma sociedade livre de intolerâncias”, afirmou a professora.

Para o Professor de Língua Portuguesa, Antônio Ramiro dos Santos Mattos, “a atividade representou a oportunidade de presenciar adolescentes tratarem de um tema tão recorrente de forma ‘madura’ e comprometida, na apresentação dos trabalhos e multiplicação para seus pares. Também propiciou a partir dos gêneros textuais Carta Aberta e Artigo Enciclopédico levar os discentes a pesquisarem, refletirem e compartilharem informações sobre umas das diversas ‘pragas’ que tem acometido os jovens que é o Bullying e Cyberbullying. Foi prazeroso ver as apresentações criativas e a maioria lúdicas dos grupos, fazendo com que me comprometesse com três das quatro turmas de continuarmos ao longo do segundo semestre aplicando os jogos e dinâmicas, porque os tempos em sala de aula não foram suficientes. Estou na expectativa que possam aplicar as informações em suas vidas”.

Na área de Matemática, o Professor Francisco Pereira Coelho Júnior, afirmou que a atividade desenvolvida em sala de aula foi realizada com auxílio de uma pesquisa sobre bullying realizada no Campus Guajará-Mirim com alunos do ensino integrado: “trabalhei os conceitos matemáticos necessários anteriormente com eles para melhor tratamento das informações. De posse destes dados e com uma franca conversa em sala de aula, pude ouvir as mais variadas opiniões sobre o tema de quem normalmente é o alvo principal desses atos discriminatórios. São relatos de quem já passou, ou ainda passa por isso. Senti que estava contribuindo e desmitificando esse assunto muitas vezes relegado ao esquecimento em muitas escolas, além de ficar surpreso com o relato de muitos outros alunos que admitiram já ter praticado algum ato do tipo. Creio que se mais projetos assim forem desenvolvidos, teremos não só discentes mais lúcidos em relação a tal tema, mas, cidadãos mais conscientes de que podem impactar na vida dos demais ao seu redor”.

Para o estudante do primeiro ano do Curso Técnico em Manutenção e Suporte em Informática, Lucas Onarry Chaves, enfrentar o bullying exige não silenciar: “estou presente na escola para ter educação e não sofrer preconceitos de quem não sabe como realmente sou. Socialmente vejo que posso ajudar ou informar uma ou mais pessoas a respeito do bullying, também tive a oportunidade de desenvolver amizades com outros alunos que passaram pela mesma dificuldade que eu”.

“Este projeto foi de grande importância, porém, para que mudanças significativas em relação ao comportamento de respeito à diversidade aconteça de forma efetiva, faz-se necessário uma ação contínua”, concluiu Elaine Márcia.

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