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Campus Vilhena recebe palestras sobre arqueologia e educação patrimonial

Publicado: Segunda, 11 de Junho de 2018, 18h54 | Última atualização em Segunda, 11 de Junho de 2018, 18h58 | Acessos: 361

Campus Vilhena Palestras 4

Alunos dos cursos técnicos e das graduações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Vilhena, participaram no dia 05 de maio de palestras sobre arqueologia no estado de Rondônia e educação patrimonial.

As palestras foram ministradas pelas arqueólogas Ana Izabela Bertolo e Emanuella da Costa. Segundo as profissionais, atualmente há uma usina elétrica em construção na região de Vilhena, motivo pelo qual estão sendo realizadas pesquisas para verificar a possível existência de sítios arqueológicos na área. Ainda de acordo com elas, em Rondônia há mais de 700 sítios arqueológicos já identificados e, dentre eles, alguns datam de mais de 7.000 anos.

Ana Izabela relatou que boa parte destes sítios é encontrada em beiras de rios, pois são locais onde a maioria dos grupos escolhia para residir, mas também há vestígios de habitação humana em outros locais, como, por exemplo, no município de Presidente Médici, onde foram localizadas pinturas rupestres.

Participaram da atividade alunos dos cursos técnicos e das graduações, que também tiveram a oportunidade de ver de perto materiais arqueológicos em pedra, como machados e outros artefatos apresentados pelas palestrantes. A acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, Rhavena Lopes, disse que a palestra foi importante porque mostrou um assunto pouco conhecido. “Normalmente a gente não vê isso na nossa realidade e acaba achando que só existe em outros Estados, mas a palestra mostrou coisas que existem em Rondônia, bem perto da gente”, comentou.

Um dos pontos que chamou a atenção dos participantes foi o fato de um dos quatro patrimônios históricos tombados no Estado estar em Vilhena, o Museu Rondon. Os outros dois são a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, o Museu Telegráfico Rondon, em Ji-Paraná e o Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques. Emanuela Costa falou que a palestra representou uma oportunidade para divulgar a arqueologia e também de transmitir informações sobre a história do Estado e a importância deste para o mundo, uma vez que há em Rondônia um dos centros de domesticação de plantas importantes na cultura contemporânea, como pupunha e mandioca, e também as terras pretas (que são originadas apenas pela ocupação humana) mais antigas da Amazônia, indicativos do quão antiga e importante é a história de Rondônia.

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