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Projeto utiliza tecnologia 3D para promover inclusão de alunos com deficiência visual

Publicado: Terça, 06 de Agosto de 2019, 12h29 | Última atualização em Quarta, 07 de Agosto de 2019, 10h13 | Acessos: 390

Projeto Vilhena 3DNo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Vilhena, um projeto utiliza a tecnologia de impressão 3D para promover a inclusão de aluna que perdeu 95% de sua visão no ano de 2018 e está em fase de adaptação no Curso Técnico em Informática.

O projeto conta com a produção de materiais didáticos tridimensionais táteis objetivando minimizar as dificuldades encontradas pela estudante nos processos de ensino e aprendizagem, na busca pela compreensão e elaboração de conceitos de diversas áreas do conhecimento no ambiente escolar. Coordenado pelos professores Wagner Silva Ferreira Filho, Douglas Legramante e Juliano Fischer Naves, o projeto tem a participação de dois alunos bolsistas, ambos colegas de turma da aluna atendida pelo projeto, que auxiliam na modelagem e impressão das imagens tridimensionais.

Os objetos são produzidos em parceria com os docentes, de forma a compor o material didático e de acordo com as necessidades observadas em sala de aula, como, por exemplo, tabela periódica com sinalização em braile (Química), modelos geométricos (Matemática), mapas, relevos e globo com indicação em braile (Geografia), mas também fórmulas e gráficos (Física).

O Professor Wagner explica que além das demandas recebidas dos docentes, os bolsistas também pesquisam objetos que possam ser úteis ao aprendizado da aluna e, juntamente com os coordenadores, apresentam as sugestões aos professores. Ele destaca ainda: “este projeto é inovador porque utiliza uma tecnologia relativamente nova e é muito importante porque conseguimos utilizá-la para promover a inclusão. Sabemos que as dificuldades que nossa aluna encontra no dia a dia não são poucas, então poder contribuir para, de alguma maneira, tornar um pouco mais fácil para ela já recompensa o trabalho”.

A Professora de Física, Marisa Rodrigues, relata que o projeto contribui infinitamente para a disciplina porque as equações, impressas em 3D, melhoram a comunicação com a aluna, favorecendo também a memorização e a aprendizagem. “Uma coisa seria ela ouvir a descrição da equação, outra é ela poder tocar e perceber os sinais, os expoentes e todo o restante. É muito difícil aprender fórmulas só ouvindo. Eu colei as equações tridimensionais em papel A4 e ela guarda na pasta dela. Então, sempre que sente necessidade, ela pode tocar e fazer a leitura com as mãos. Esses objetos são simplesmente o diferencial para ela conseguir aprender Física”, finaliza a docente.

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