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IFRO participa de Festival Internacional “Do Mar do Caribe à beira do Madeira”

Publicado: Quinta, 21 de Novembro de 2019, 09h07 | Última atualização em Quinta, 21 de Novembro de 2019, 09h07 | Acessos: 1016

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Visando criar um espaço de registro da culturalidade amazônida regional em Porto Velho, o IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia) participou da realização do Festival Internacional “Do Mar do Caribe à beira do Madeira”. A expectativa é de que futuramente se concretize enquanto uma tradição cultural porto-velhense. O Festival contou com a parceria da Embaixada de Barbados no Brasil, recebendo a presença de mais de 250 pessoas na noite do dia 9 de novembro.

A Embaixadora Tonika Sealy Thompson fez a apresentação “Nós vamos a Barbados em 2020”, expondo o projeto de imersão na cultura local e aprendizagem da língua inglesa na ilha caribenha de Barbados, localizada na América Central. “Ver Barbados como espaço para ir e aprender o idioma inglês e que pode facilitar o aprendizado da cultura e o contato com a herança, com a ancestralidade e com o turismo. E uma maneira eficaz de aprender a cultura é através da culinária”. Ela ainda destacou a conexão entre Barbados e Porto Velho, bem com a necessidade de resgatar e se conhecer a história: “é uma emoção enorme saber dessa conexão que temos aqui”.

Segundo a Bibliotecária da Reitoria do Instituto Federal de Rondônia, Cledenice Blackman, o primeiro Festival vem para colaborar com a preservação de valores culturais presentes no município de Porto Velho. “A realização deste Festival colabora para a preservação, valorização e reativação da cultura, história, memória, gastronomia, musicalidade, historiografia, literaturas, documentários, intercâmbios e contribui para incentivar as nossas expressões culturais diversas de Rondônia numa perspectiva regional, nacional e internacional”, afirma.

Segundo a Vereadora do Município de Porto Velho, Joelna Holder, o Festival uniu histórias e vidas. “Nosso povo tem uma contribuição muito importante”, destacou. Já o Pró-Reitor de Ensino, Edslei Rodrigues de Almeida, representou o IFRO na abertura do evento e falou da necessidade de realização de pesquisas etnográficas. “Legitimam e dão voz a atores outrora desconhecidos”, ressaltou o professor Edslei.

Assim como “o rio comanda a vida”, conforme Leandro Tocantins, as apresentações culturais relembraram a importância do Rio Madeira na constituição dos moradores e da história local, como a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que atraiu diversos trabalhadores de várias regiões do mundo. A imigração foi lembrada em forma de literatura de cordel com “A imigração afro-antilhana na visão cordelista” declamada pelo poeta Wellington Vicente.

Além da apresentação cordelizada, teve show de músicas regionais com Luana Shockness, Kaltman Shockness e Matheus Shockness, criação artística do Poeta Mado inspirada na obra que foi lançada e as Pastoras do Asfaltão finalizaram o evento com o samba-enredo 2020 “Triângulo, o braço do violão no carnaval do Asfaltão”.

No evento foi lançado o livro “Do Mar do Caribe à Beira do Madeira” de Cledenice Blackman, que é também historiadora. As Professoras da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Lilian Moser e Eunice Johnson, participaram desse momento de falas sobre a pesquisa. Resgatando a história de vida da própria Cledenice e também da comunidade, no Bairro Triângulo, a professora Eunice mostrou uma menina que olhava o rio e se perguntava até onde ele chegava, fazendo a conexão que levaria até o Mar do Caribe e suas ilhas.

“História é isso, não é monumento morto, mas história viva, das pessoas”, relata Lilian Moser. Sobre a omissão da História, o questionamento feito foi “por que eram negros simples, falavam inglês, e não era uma língua importante na época?”. A docente orientadora ainda na fase da graduação, quando foi iniciada a pesquisa, conta sobre o livro ser fruto de mais de 15 anos de pesquisa, trazendo história de vida, contado por meio de fotos, de falas de mulheres que nunca foram ouvidas e de uma população igualmente silenciada. “Com ela eu aprendo e assim se faz história. Faz ressuscitar cultura e a identidade de uma população, diversas famílias que são de diversas ilhas. História fica viva quando é contada, registrada”, afirma Lilian Moser.

A obra apresenta Porto Velho a partir de 1910, rompendo com a história regional registrada até o momento nacional e internacionalmente.  Confrontando fontes diversas, por meio de pesquisa realizada, orienta-se para a utilização da nomenclatura relacionada ao grupo como sendo afro-antilhanos, pois migraram para a região de Porto Velho, e alguns outros pontos da Amazônia, não apenas barbadianos, mas também granadinos, jamaicanos e outras nacionalidades que compõem as Antilhas. “No sentido de desmistificar conceitos tidos como verdades cristalizadas sobre o processo imigratório para o Brasil, para regiões como: Belém, Manaus, Porto Velho, Espírito Santo e outros territórios brasileiros do povo negro das áreas que compõem as Antilhas Inglesas durante os fins do século XIX e início do XX, conhecidos na historiografia como sendo barbadianos”, explica Cledenice.

            “Vimos agradecer o resultado memorável, histórico e de consagração do nosso I Festival Internacional Do mar do Caribe à beira do Madeira”, acrescenta Cledenice incluindo as parcerias de instituições públicas e privadas, como a ACELIBRAS, Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (PROCEA/UNIR), Prefeitura de Porto Velho/Fundação Cultural de Porto Velho, EMEIEF Bilíngue Porto Velho e Escola Municipal de Música Jorge Andrade. 

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