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Estudantes do Campus Calama participam de atividades na área de construção civil

Publicado: Terça, 30 de Outubro de 2018, 10h57 | Última atualização em Terça, 30 de Outubro de 2018, 21h17 | Acessos: 344

Estudantes do Campus Calama em visita técnica ao Campus Jaru 1Duas atividades foram realizadas no IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia), Campus Porto Velho Calama, envolvendo a área de construção civil. O primeiro foi um minicurso que trabalhou a quantificação das etapas de uma casa popular e o segundo uma visita técnica à obra do próprio Instituto.

A visita técnica foi realizada no dia 20 de outubro, na sede do Campus do IFRO no município de Jaru (RO), onde está sendo construído um bloco de dois andares, com mais de 860 m² de área total. O novo espaço do Campus Jaru irá atender a cerca de 400 estudantes já no próximo ano.

Segundo a Diretora de Engenharia do IFRO, Miralba Uchôa de Carvalho, a partir de 2019 o bloco irá abrigar entre outras turmas a de Medicina Veterinária. “A visita foi em uma obra do próprio IFRO, no Campus Jaru, onde estamos construindo um bloco de 12 salas, sete delas se transformaram em laboratórios e biblioteca. Isso aconteceu de forma muito rápida, já quase na finalização da obra. E a visita técnica veio ainda agregar o conhecimento da parte teórica, com a presença dos professores, e da parte prática, trazendo também uma sociabilização entre as turmas participantes, que em um futuro próximo poderão aplicar o conhecimento adquirido na profissão, porque quanto mais nos conhecemos e mais aprendemos juntos, mais o conhecimento se multiplica”, explica Miralba.

Segundo a professora de Saúde e Segurança no Trabalho e de Legislação para Edificações, Monnike Yasmin Rodrigues do Vale, “os alunos puderam aproveitar e ver a construção de um campus do Instituto em que estudam e conhecem o dia a dia. Mas como estudam na capital com um campus já edificado, hoje puderam ver o início, ver um método construtivo, ver a construção de laboratórios, de Laboratório de Química que eles têm vivência todo dia, instalações elétricas, estruturas, parte de segurança no trabalho. Foi uma visita muito rica para os nossos alunos poderem vivenciar o que já veem todos os dias”.

O professor Fredi Rodrigues, que ministra as disciplinas de Projeto Estrutural, Mecânica dos Solos e Tecnologia das Construções, afirma que os estudantes “puderam ver na prática o que abordamos em sala, ter uma vivência da matéria, tornado mais real e próximo o que viram em sala e até estimular o conhecimento, porque pode ficar monótono somente em sala o estudo deles”.

O estudante Clégio Felipe, do quarto ano do Curso Técnico em Edificações, considerou interessante poder conhecer uma obra bem como conhecer outro campus do Instituto Federal. Segundo ele, ver os métodos construtivos, de patologia, observando a parte prática do que já estudou em sala de aula. E Laryssa Giovana, do terceiro ano de Edificações, diz que “foi fundamental a visita pelo fato de associar os conhecimentos teóricos com os práticos e dessa forma assimilar melhor e, assim, conseguimos absorver de forma excelente, porque podemos ver como funciona dentro de uma obra”.

Minicurso

Já a oficina “Aprendendo a Quantificar etapas Principais de Casa Popular” ocorreu no dia 19 de outubro, no Campus Porto Velho Calama, reunindo estudantes do Técnico em Edificações, de Engenharia Civil e demais interessados nos conhecimentos da construção civil. Promovido pelo GET (Grupo de Pesquisa em Educação, Filosofia, e Tecnologias), o Projeto de Extensão do Campus foi ministrado por representante da Diretoria de Engenharia do IFRO.

Trabalhando o que precisa e quanto vai custar na composição de uma obra, a atividade formativa teve carga-horária de três horas. “Sou formada em curso técnico há 16 anos e eu tinha muita dificuldade em olhar o projeto e não saber que tinham serviços que o projeto não me mostra e que depois disso eu tinha que quantificar além das áreas, eu precisaria quantificar e compor cada custo unitário que faria parte da planilha. E esse minicurso foi pensado para pessoas que querem construir e não tem uma base de forma direta para fazer essa construção”, afirma Miralba Uchôa, que falou sobre os levantamentos necessários no cálculo da construção, incluindo os serviços preliminares para iniciar a obra (limpeza da área, sondagem, instalações provisórias e locação). E a arquiteta Luciana do Prado abordou a parte de projetos. 

O acadêmico do segundo período de Engenharia Civil do IFRO, Marcelo Resende da Silva, afirmou que o minicurso “superou e muito as expectativas, porque olhando apenas o nome parecia ser um curso mais básico. Mas foram apresentadas muitas informações interessantes. Como por exemplo a parte inicial sobre projetos arquitetônicos, que são normatizados, estabelecidos em normas, a forma como elaborar e apresentar à Prefeitura e outros lugares que é preciso ir. Mas a parte mais interessante foi realmente a parte dos cálculos, que serve muito para nós da Engenharia. De modo geral, o curso foi extremamente proveitoso”.

A estudante do Curso Técnico em Edificações, Catarina Soares, avalia que o curso foi “ótimo, especialmente para quem quer entrar na área, porque aprende mais que o básico, mas a base completa do que quer seguir na vida. Vai contribuir na minha profissão porque tem coisas que aprendo no curso e quando entrar na faculdade já vou saber do que se trata”. 

Segundo o estudante do quatro ano do Técnico em Edificações, Arnor Lucas, a visita foi muito importante para a sala dele. “Em sala nós trabalhamos com grupos, em visitas nós trabalhamos em equipe, todos juntos, traz um conhecimento prático a mais e de como vai ser nosso mercado de trabalho e também um relacionamento melhor para a sala”. Ele complementa: “Se eu quero esse mercado, se é isso que eu quero, porque às vezes o aluno está na área técnica, mas não sabe bem o que quer, até ver um momento prático, um engenheiro falando”.

A turma de Arnor Lucas começou a estudar em 2015, sendo uma das primeiras turmas a utilizar o recém-construído prédio do Campus Porto Velho Calama. “Conhecer uma obra de um campus, saber que tudo tem um passo a passo, que tudo depende de orçamento e de equipe, começamos a ter noção de algumas fases que passamos num prédio novo”, finaliza.

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