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PIPEEX: Alunos do IFRO relatam atividades desenvolvidas em intercâmbio na Colômbia

Publicado: Quarta, 20 de Dezembro de 2017, 16h34 | Última atualização em Quarta, 20 de Dezembro de 2017, 17h11 | Acessos: 961

STÉFANY ANCKER 3

Três acadêmicos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia estão participando de mobilidade acadêmica na Colômbia. O intercâmbio, realizado por meio do Programa de Internacionalização do Ensino, Pesquisa e Extensão (PIPEEX) do IFRO, ocorre na Universidade Nacional da Colômbia - Sede Palmira, onde os estudantes de graduação participam de atividades de estágio e pesquisa.

Gleison Serafim Justino, que estuda o 5º período de Engenharia Agronômica no Campus Colorado do Oeste, é um dos acadêmicos participantes da mobilidade internacional na Colômbia.  O trabalho que vem desenvolvendo está vinculado ao Programa de Investigação “Melhoramento Genético, Agronômico e Produção de sementes de Hortaliças” no Centro Experimental da Universidade Nacional da Colômbia - Sede Palmira (CEUNP). O estudante avalia híbridos de abóbora para a obtenção de novos cultivares.

O objetivo principal da pesquisa é a obtenção de plantas altamente produtivas, com hábito de crescimento mais compacto, altamente prolífico, frutos de boa qualidade e com resistência às principais doenças do campo. “Na pesquisa pude conhecer metodologias experimentais um pouco diferentes das que tive contato no Brasil, as quais se mostraram muito úteis e proveitosas, e assim, com esse conhecimento em mente, anseio por meu regresso ao Brasil para colocar em prática tudo que aprendi aqui, além de compartilhar minha vivência pessoal e cultural”, destaca Gleison.

Quem também está conhecendo o Programa de Melhoramento Genético, Agronômico e Produção de sementes de Hortaliças na UNAL – Sede Palmira é o acadêmico do 8º período de Engenharia Agronômica, Ivanildo Guilherme Henrique. Ele, que também estuda no Campus Colorado do Oeste, está vinculado ao grupo de pesquisa do IFRO intitulado “Tecnologia para Manejo de Agroecossistema Tropical – TMAT”. “As atividades foram desenvolvidas em função desse objetivo [de verificar as pesquisas feitas pela UNAL na área de melhoramento genético], tendo em vista aproveitar cada momento para adquirir conhecimento e estabelecer novas relações entre as Universidades. Quanto a isso acredito que a missão foi cumprida, foi um período de crescimento profissional e acadêmico imenso”, diz Ivanildo. 

Já a acadêmica do 5º período de Licenciatura em Ciências Biológicas, Stéfany Ancker da Silva Lima, acompanha durante os quatro meses de mobilidade estudantil as pesquisas realizadas pela Universidade Nacional da Colômbia - Sede Palmira na área de Biomassa de Fontes de Energias Alternativas. A jovem, que estuda no Campus Ariquemes, explica que foram feitos experimentos em laboratório com técnicas de aproveitamento de resíduos de pescado para a produção de biogás. “Além disso, realizei em meu período de mobilidade outras atividades, tais como, participação em aulas de fontes de energias alternativas, que foram de extrema importância para o meu aprendizado. Também participei de congressos e de diversas atividades culturais e visitas técnicas em reservas naturais como Yotoco e San Cipriano”, complementa.

Vivências

Para Gleison a experiência da mobilidade acadêmica internacional propiciou evolução profissional e pessoal. “Tive a oportunidade de conhecer uma cultura totalmente diferente do Brasil, seja academicamente, seja na culinária, nas atividades culturais ou simplesmente no dia a dia, e esse processo de adaptação e aprendizagem também faz parte da mobilidade. Posso dizer que participar do PIPEEX contribuiu muito para minha vida em todos os sentidos possíveis. Vejo-me como um acadêmico melhor, um pesquisador mais engajado, uma pessoa com uma maior bagagem de vida, e por que não, um profissional mais qualificado. E para os acadêmicos que buscam ampliar seus conhecimentos e novas vivências culturais indico com toda segurança o programa de mobilidade estudantil internacional do IFRO e sou muito grato por essa oportunidade", afirma.

Ivanildo também destaca a vivência cultural e a aprendizagem de um novo idioma como pontos positivos do intercâmbio. “Foi possível conhecer muitas tradições, costumes e o modo de vida de algumas localidades, além de aprender um pouquinho do seu idioma, suas músicas, danças, comidas, comemorações e belíssimas paisagens. Sempre fomos recebidos com carinho e tratados com muito respeito. Claro que é uma realidade muito diferente da que vivemos no Brasil, e de início o idioma se coloca como um empecilho, porém, a oportunidade de poder aprendê-lo assim tão intensamente nos faz superar este obstáculo facilmente”, comenta. 

A possiblidade de participar de várias atividades acadêmicas e culturais foi ressaltada por Stéfany. “Participamos de várias outras atividades, porque a universidade tem muitos projetos interessantes e toda semana eles promovem eventos culturais”, relata a estudante acrescentando que “as pessoas da Colômbia são muito receptivas, como por exemplo, onde nós estamos hospedados, somos em doze estudantes, todos intercambistas, então é uma troca de culturas bem diversificada, porque é Brasil, Honduras, México e Chile, e isso pra mim, enquanto pessoa, me fez crescer, ter uma visão diferente, porque quando você convive com pessoas que tem culturas diferentes, você para pra pensar, pra prestar mais atenção no que está acontecendo à sua volta, e isso foi uma oportunidade que o Pipeex me ofereceu”.  

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